Levar os compromissos da empresa para casa, o chamado home office, sobretudo para quem usa meios tecnológicos, ficou em evidência durante a pandemia de Covid-19. No entanto, o método adotado como medida de prevenção à doença só não livrou os funcionários de ataques cibernéticos. Segundo o laboratório especializado em segurança digital da Psafe, o dfndr lab, foram registrados mais de 11 milhões de ameaças por parte de hackers que conseguiram 270 milhões de dados empresariais nesse período, no Brasil.
De acordo com a Psafe, a motivação dos criminosos virtuais se baseia no fato de que os funcionários, por estarem em home office, utilizam dispositivos pessoais para acessar dados corporativos, mas sem sistema de segurança disponibilizado e instalado pela empresa. Essa vulnerabilidade virtual os torna vítimas em potencial ao fornecimento de vazamentos aos hackers, que são feitos por meio de golpes.
Ainda segundo a Psafe, um dos golpes utilizados pelos cibercriminosos era utilizar as videoconferências. Muito usado para as reuniões em trabalho remoto, foram detectados mais de 44 mil downloads de falsos aplicativos para usar esse recurso, que se enquadram, segundo a linguagem da informática, nos malwares, que são métodos fraudulentos para conseguir senhas das vítimas.
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Além desse, o phishing bancário foi outro golpe utilizado pelos hackers contra os trabalhadores em home office. A tática é feita por meio de páginas falsas enviadas por e-mail ou redes sociais, como se fossem oficiais de outras instituições, que os levam a baixar arquivos ou acessar um site que expõe dados pessoais e bancários da vítima.

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