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MEIO AMBIENTE

Polícia apreende madeira explorada de forma ilegal

Equipes da 1ª Companhia Independente de Policiamento Ambiental (1ª Cipamb), com o apoio da Polícia Civil, apreenderam mais de 100 metros cúbicos de madeira explorada ilegalmente na região do Chapadão, município de Santarém. Além da madeira, os policiais e

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Imagem ilustrativa da notícia Polícia apreende madeira explorada de forma ilegal camera Foram encontrados ainda tratores, rádio comunicador e espingardas. Apreensão foi em Santarém. | Leandro Santana/PCPA

Equipes da 1ª Companhia Independente de Policiamento Ambiental (1ª Cipamb), com o apoio da Polícia Civil, apreenderam mais de 100 metros cúbicos de madeira explorada ilegalmente na região do Chapadão, município de Santarém. Além da madeira, os policiais encontraram tratores, rádio comunicador e espingardas durante a operação realizada na quarta-feira (19).

A exploração de madeira era realizada no ramal que dá acesso ao município de Placas e foi descoberta por meio de denúncia anônima. No local, os policiais militares flagraram sete pessoas trabalhando no beneficiamento de madeira explorada sem prévia autorização. Ao todo, foram apreendidos mais de 100 metros cúbicos de madeira das espécies maçaranduba, castanheira, pequiá e angelim, muito utilizadas na confecção de móveis de alta durabilidade. Também foram apreendidos tratores, rádio comunicador, caminhão, maquinário utilizado para o beneficiamento da madeira, dez celulares e cinco espingardas de calibres 28 e 20.

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Com o apoio de equipes da Polícia Civil, os sete homens flagrados na exploração ilegal de madeira foram conduzidos para a Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Santarém. A quantidade total da madeira apreendida será contabilizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

SERRARIA

A Força Estadual de Combate ao Desmatamento no Pará flagrou ontem (20) uma serraria clandestina em pleno funcionamento no município de Santarém, região oeste paraense. A ação faz parte da terceira fase da Operação Amazônia Viva, que reúne órgãos da segurança pública estadual em atuação integrada contra crimes ambientais.

A “Amazônia Viva” compõe o pilar de Comando e Controle do Plano Estadual Amazônia Agora, que une estratégias repressivas e o fomento de boas práticas ambientais no campo. Neste primeiro flagrante, da operação, em Santarém, cinco pessoas foram detidas na área conhecida como “Chapadão”, no assentamento “Corta-Corda”.

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Também, foram apreendidos dois tratores, duas máquinas de serrar madeira, cinco espingardas, munição, aparelhos celulares, além de madeira em tora e já processada.

Os 25 agentes que participaram da operação se deslocaram ao local em seis viaturas, flagrando a ação ilegal logo nas primeiras horas da quarta-feira (19). Os tratores e as duas máquinas de serragem, que eram utilizadas para o beneficiamento da madeira, foram inutilizados no local, devido à impossibilidade de locomoção deste material até Santarém. A Polícia Civil segue nas investigações para tentar identificar os proprietários da serraria. A Força Estadual de Combate ao Desmatamento foi criada em fevereiro de 2020, por decreto assinado pelo governador, Helder Barbalho.

FORÇA ESTADUAL

Coordenada pela Semas, a Força Estadual é um dos quatro pilares da macroestratégia “Amazônia Agora”, criada para desenvolver iniciativas que reduzam as taxas de desmatamento ilegal no Pará. A Força Estadual é constituída pelo Ideflor-Bio, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil.

Resíduos madeireiros podem gerar energia sustentável

A cada tonelada de madeira explorada legalmente e manejada, pelo menos 2,14 toneladas de resíduos são deixados para trás e não são reaproveitados. Essa informação instigou a pesquisa de mestrado do engenheiro florestal Michael Douglas Roque Lima, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Universidade Federal Rural da Amazônia (PPGCF-UFRA). Ele identificou que os galhos, raízes e restos de troncos não aproveitados após a colheita das árvores (selecionadas durante o manejo), poderiam não só ser utilizados para outros fins, como apresentam um precioso potencial energético.

“Esses resíduos podem ser utilizados tanto na produção de energia para comunidades isoladas, quanto para geração de energia elétrica por meio da queima em termelétricas em várias regiões na Amazônia, o que é incentivado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Empresa de Pesquisa Energética. Apesar dos inúmeros sistemas isolados de geração de energia elétrica na região Norte do Brasil, apenas uma termoelétrica localizada no município de Itacoatiara, no Amazonas, utiliza resíduos madeireiros oriundos dos planos de manejo sustentável”, diz Michael Lima.

EQUIVALÊNCIA

Por isso, o objetivo da pesquisa é caracterizar as propriedades tecnológicas e energéticas desses resíduos madeireiros e evidenciar sua equivalência energética com os combustíveis fósseis. Segundo o professor Thiago Protásio, que é engenheiro florestal e doutor em Ciência e Tecnologia da Madeira, o suprimento energético a partir de biomassas de fontes renováveis é uma alternativa necessária e estratégica para atender as demandas das indústrias e das residências da região amazônica.

“Atualmente, mais de duzentas usinas termelétricas isoladas na região norte do Brasil são responsáveis por atender parte da demanda de energia elétrica. Infelizmente, apenas 0,07% desses sistemas isolados utilizam biomassa para cogeração de energia. A ampliação da geração de eletricidade a partir da biomassa residual permitiria diminuir o uso de fontes fósseis e, consequentemente, mitigação das emissões de gases de efeito estufa e redução de custos”, diz.

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