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UMA NOITE COM FAFÁ

Música na Band exibe show "Guitarradas do Pará" com Fafá de Belém 

A cantora Fafá de Belém será a atração especial do “Música na Band”, transmitido nacionalmente pela Band/RBATV. Com o show “Guitarradas do Pará”, o mesmo com o qual circulou por todo o país, ela se apresenta hoje, às 22h45, trazendo um repertório de grand

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Imagem ilustrativa da notícia Música na Band exibe show "Guitarradas do Pará" com Fafá de Belém  camera A cantora Fafá de Belém será a atração especial do “Música na Band”, transmitido nacionalmente pela Band/RBATV. Com o show “Guitarradas do Pará. | Divulgação

A cantora Fafá de Belém será a atração especial do “Música na Band”, transmitido nacionalmente pela Band/RBATV. Com o show “Guitarradas do Pará”, o mesmo com o qual circulou por todo o país, ela se apresenta hoje, às 22h45, trazendo um repertório de grandes sucessos que marcaram sua carreira, com uma releitura mais atual, originalmente feita em parceria com os músicos paraenses Felipe e Manoel Cordeiro. Para esta ocasião, no entanto, a participação especial do show será a filha da artista, a cantora Mariana Belém.

“Vai ter carimbó, guitarrada, vai ter todos os meus maiores sucessos! Vumbora!”, convidou em suas redes sociais. “Maricota vai estar com a gente, é claro!”, divulgou em outro momento, referindo-se à filha. Durante o show, Fafá percorre memórias, referências musicais e as muitas fases de sua vida e trajetória. O espetáculo traz fusões rítmicas com as misturas e sabores da música de Belém.

Ela inclui, ainda, músicas do último CD “Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso”, que faz parte da comemoração dos seus 40 anos de carreira e que venceu, nas categorias “Melhor Álbum” e “Melhor Cantora – Canção Popular”, o Prêmio da Música Brasileira de 2016. Em entrevista de lançamento do show, ano passado, ela declarou que o encontro entre as primeiras canções de sua carreira e a releitura recente, ao lado do “Combo Cordeiro”, como são conhecidos Felipe e Manoel Cordeiro, resultou em um espetáculo “muito animado, com uma coisa meio caribenha, mas também com muita emoção”.

Também cantora, a filha de Fafá, Mariana Belém faz participação especial no show.
📷 Também cantora, a filha de Fafá, Mariana Belém faz participação especial no show. |Divulgação

Ganhadora de diversos prêmios durante sua carreira, Fafá de Belém acumula mais de 30 álbuns gravados, shows e turnês nacionais e internacionais, mais de 50 canções inseridas como temas de novelas e especiais de TV. Durante o show, ela relembra que em 1975 ganhou notoriedade nacional quando a canção “Filho da Bahia” fez parte da trilha sonora da novela “Gabriela”; e também traz canções de seus primeiros álbuns, como “Tamba-Tajá” e “Água”.

Ao menos uma faixa do show é também dedicada à música religiosa, pela qual também é bastante conhecida. Fafá de Belém é a única artista no mundo a ter cantado para três papas: em 1997, interpretou a clássica “Ave Maria” para João Paulo II, no Maracanã; em 2006, participou das homenagens a Bento XVI com a mesma música em Valência, na Espanha; e em 2013, durante o show de acolhida do papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, ela cantou “Eu Sou De Lá”, do padre Fábio de Melo.

DO SOFÁ

“Música na Band” com Fafá de Belém

Quando: Hoje, às 22h45;

Onde assistir: RBA TV (Band)

Cantora também brilha em filme

Os atores Victor Mendes, Mayara Constantino e Caio Horowicz vivem, respectivamente, Ricardo, Isabela e Felipe em “Música para Morrer de Amor”.
📷 Os atores Victor Mendes, Mayara Constantino e Caio Horowicz vivem, respectivamente, Ricardo, Isabela e Felipe em “Música para Morrer de Amor”. |Divulgação

Milton Nascimento, Tim Bernardes, Fafá de Belém, Clarice Falcão, Maria Gadú. Todas essas vozes dão o clima melodramático, meloso e melódico de “Música para Morrer de Amor”, filme de Rafael Gomes que, impedido de estrear nos cinemas por causa da pandemia de coronavírus, trilha carreira em drive-ins e chegou ao streaming ontem. Os artistas citados não somente cantam na trilha sonora, como também fazem participações especiais - seja de forma discreta e quase anônima, como Clarice tocando violão no vão do Masp, ou com pompa, caso de Milton, que aparece no palco de um grande festival.

Suas canções – de amor, é claro – embalam o triângulo que se estabelece entre Felipe, Isabela e Ricardo, vividos, respectivamente, por Caio Horowicz, Mayara Constantino e Victor Mendes. O trio precisa lidar com relacionamentos que vêm e vão, remendando corações partidos, buscando consolo no sexo e formando um vínculo inesperado entre si

“Eu acho que existe no filme uma lógica de desavergonhamento, porque o romântico às vezes é lido como cafona, excessivo e brega, mas eu adoro isso”, diz Gomes. “Eu não acho nem que o filme é romântico, mas sentimental. E ele é isso, assumidamente, desde a primeira cena.”

O roteiro surgiu a partir da peça de teatro “Música para Cortar os Pulsos”, também escrita por Gomes. Entre 2010 e 2013, ela cumpriu temporada em São Paulo e, em seguida, viajou para 30 cidades do país. Venceu ainda o prêmio APCA, da Associação Paulista dos Críticos de Arte, de melhor peça jovem.

Mas o novo longa não é exatamente uma adaptação, e sim um retorno às origens. “Música para Cortar os Pulsos”, afinal, foi inicialmente pensada para o cinema, mas acabou indo direto para os palcos por questões práticas e orçamentárias.

No teatro, os protagonistas contavam, em monólogos, suas aventuras e frustrações amorosas. Já no filme, os espectadores têm a chance de assistir aos acontecimentos que deram origem àqueles relatos. Por isso, o elenco se ampliou e passou a abrigar novos personagens, interpretados por gente como Denise Fraga, Ícaro Silva e Suely Franco.

“A peça tinha três personagens. Outras pessoas eram citadas, mas não existia, de fato, mais ninguém. Há um universo expandido no filme que não existia na peça, até porque ela era muito curta, tinha 50 minutos”, explica o diretor e roteirista.

A ideia para a história surgiu das próprias vivências de Gomes. As cenas e os personagens não representam situações ou pessoas reais, mas são fruto do que ele chama de uma “identidade emocional” comum ao contexto em que ele amadureceu.

“Quando eu escrevi a peça eu tinha a idade dos personagens. Os sentimentos que eles têm vieram de um universo no qual eu transitava. Então eles têm experiências relacionadas àquela idade e também a um recorte sociocultural e econômico específico”, diz. “O contexto é um reflexo de experiências, da minha sexualidade, do espaço que eu ocupava na cidade de São Paulo.”

As composições e os artistas escolhidos para embalar “Música para Morrer de Amor” também têm relação com o gosto musical de Gomes, que selecionou de ópera a regravações moderninhas de Roberto Carlos para a trilha sonora.

Quanto à essência musical do filme, o diretor conta que decidiu ancorar as histórias dos protagonistas em canções porque elas são parte importante da formação e das experiências amorosas de qualquer pessoa.

“A música é algo que faz parte da nossa educação sentimental e é também uma coisa muito cotidiana, presente em diversos momentos da vida. E era importante para mim que o filme não se fechasse num nicho sonoro, que abrangesse vários estilos.”

Para o futuro próximo, Gomes prepara a volta da peça “Música para Cortar os Pulsos”. Sua ideia original era que o texto fosse reencenado em São Paulo paralelamente à exibição de “Música para Morrer de Amor” nos cinemas. Mas aí veio a Covid-19.

“Quando os teatros puderem reabrir, a gente vai reestrear. É uma pena que não possamos estar em cartaz agora, mas vai acontecer em algum momento”, afirma.

Com pequenas adaptações e um personagem a mais em relação à montagem original, a releitura da peça traz os protagonistas do filme reprisando seus papéis. Seus relatos amorosos são apresentados com as mesmas roupas que eles vestem na cena final do longa, já que este termina exatamente onde a peça começa.

Um elemento, claro, permanece inabalado: o sentimentalismo exacerbado da história. “Existe um pouco de cinismo nas pessoas, que não querem expor suas emoções de verdade. Mas muitas vezes a gente encontra um escape para essa breguice sentimental, para a própria cafonice, por meio da música”, diz Gomes.

“No fundo, todo mundo tem uma música para morrer de amor ou para cortar os pulsos. Existe um lado sentimental pulsando nos corações de todo mundo. E o filme assume isso sem medo. Até porque essa história não pode ser comedida - ou transborda ou não existe”, completa.

Fafá é uma das vozes que embalam as histórias de amor do filme.
📷 Fafá é uma das vozes que embalam as histórias de amor do filme. |Divulgação

ASSISTA

Música para Morrer de Amor

Onde: Now, Vivo Play e Oi Play

Elenco: Caio Horowicz, Victor Mendes e Mayara Constantino

Produção: Brasil, 2019

Direção: Rafael Gomes

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