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RECONHECIMENTO

Vicente Malheiros da Fonseca recebe comenda por contribuições à música

Imortal da Música Erudita Brasileira, o desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca, além de ocupar a Cadeira n° 27 da Academia de Música do Brasil, cujo patrono é Wilson Fonseca (Maestro Isoca), foi indicado pelo presidente da instituição, Luís Rober

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Imagem ilustrativa da notícia Vicente Malheiros da Fonseca recebe comenda por contribuições à música camera Divulgação

Imortal da Música Erudita Brasileira, o desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca, além de ocupar a Cadeira n° 27 da Academia de Música do Brasil, cujo patrono é Wilson Fonseca (Maestro Isoca), foi indicado pelo presidente da instituição, Luís Roberto Trench, para receber a Comenda Grã-Cruz do Mérito Nacional, no grau de Mestre. Em seu anúncio, Trench destacou que a Comenda será concedida pelo conjunto das contribuições de Malheiros para a música, “com mais de 1,6 mil expressivas composições e musicólogo - com livros e centenas de artigos publicados de altíssimo gabarito”, elogiou.

A entrega da Comenda deve ocorrer em solenidade no Rio de Janeiro ou em São Paulo, onde são realizadas as cerimônias da instituição, mas ainda sem data prevista devido às restrições impostas pela pandemia. “Trata-se de um reconhecimento que recebo com muita honra, na condição de músico paraense que se dedica à arte de Euterpe desde que me entendo como gente. Considero importante a honraria porque valoriza o músico da Amazônia”, comenta Malheiros.

Ele conta que iniciou seu estudo da música, especialmente do piano, com o pai, Maestro Isoca, em Santarém, onde nasceu. Depois, fez um curso intensivo de piano e teoria musical no Instituto Musical Padre José Maurício, em São Paulo, em 1962, conservatório dirigido pela professora Rachel Peluso, também nascida em Santarém. “A minha primeira composição musical, aos nove anos de idade, foi a valsa ‘Experimentar’, em 1958, dedicada a meu tio Wilmar Fonseca”, lembra.

De lá para cá sua vasta obra passa por diversos gêneros como coral, piano solo, músicas sacras, conjuntos camerísticos e mais de uma centena de hinos, inclusive para instituições jurídicas, a começar por aquela na qual atua, como desembargador federal do Trabalho. Em sua trajetória recebeu ainda duas medalhas, a “Wilson Fonseca” e a “Villa-Lobos”, também outorgadas pela Academia de Música do Brasil. “Vicente Malheiros da Fonseca é um brasileiro do qual todos nós devemos nos orgulhar”, declarou o presidente da Academia.

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