plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 22°
cotação atual R$


home
INOVAÇÃO

Instituições adotam iniciativas em prol da saúde

As tecnologias na área da saúde têm auxiliado em tratamentos de muitos pacientes. E, neste domingo, dentro da série “Tecnologias Sustentáveis”, a saúde está em foco. Um bom exemplo de saúde e inovação é o trabalho feito na Universidade do Estado do Pará (

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Instituições adotam iniciativas em prol da saúde camera Divulgação

As tecnologias na área da saúde têm auxiliado em tratamentos de muitos pacientes. E, neste domingo, dentro da série “Tecnologias Sustentáveis”, a saúde está em foco. Um bom exemplo de saúde e inovação é o trabalho feito na Universidade do Estado do Pará (Uepa). O curso de Terapia Ocupacional da instituição desenvolve um projeto que ajuda pessoas que tiveram membros amputados, o que causa dificuldade na mobilidade.

Há 10 anos o terapeuta ocupacional Jorge Lopes Rodrigues, professor do Laboratório de Tecnologia Assistiva (LABTA), trabalha no desenvolvimento de próteses mais acessíveis para pacientes com amputação parcial de mão. O projeto se tornou parte de sua tese de doutorado aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará.

Após criar 28 modelos experimentais, o professor alcançou um protótipo leve, prático, barato e que pode ajudar centenas de pacientes. Uma prótese normal pode custar até R$ 10 mil, enquanto a sua alternativa tem um custo médio de R$ 200,00.

“Criei a prótese na oficina que tenho em casa para que a peça pudesse utilizar o movimento do pulso e distribuir a força para o movimento de pegada entre os quatro dedos da frente e o polegar. Com ela o usuário pode pegar desde uma garrafa até objetos menores, como um grão de feijão”, afirma.

O protótipo foi apelidado de “Mark 28”, em homenagem às armaduras do Homem de Ferro. É feito de papelão, fibra de vidro, alumínio, couro e espuma. “A peça ainda não pode ser produzida para atender pacientes, pois ainda precisa ser patenteada, mas doaremos modelo personalizado para a jovem Alcione Viana, que há dois anos perdeu quase toda a mão direita em um acidente de trabalho”, lembra o professor.

Alcione é uma das pacientes atendidas pelo LABTA e será acompanhada ao longo deste ano para demonstrar os benefícios que sua prótese pode trazer. “Era um pouco incômodo, mas depois me acostumei. Comecei a usar nos exercícios e eu sentia que era como se fosse a minha própria mão. Com o uso da prótese me sinto mais próxima do que era antes”, diz.

“Além das vítimas de acidentes, atendemos pacientes de hanseníase e má formação. A ideia principal é criar próteses mais práticas e baratas para a população mais pobre”, explica o professor, que negocia com a Fapespa detalhes sobre a patente do invento. Quando estiver aprovada, ele poderá fabricar as próteses sob encomenda (veja mais iniciativas voltadas pra saúde no box).

Para o professor e pesquisador Wanderson Alexandre da Silva Quinto, mestre em Computação Aplicada, a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação no cotidiano, acaba se refletindo em várias áreas do saber, como a da atenção à saúde.

Esse fazer tecnológico tem conduzido, segundo ele, “a mudanças, com surgimento de novas metodologias, técnicas e processos, que geram novos conceitos com destaque para o de saúde”. Apesar da falta de mais investimentos em políticas públicas para desenvolvimento de tecnologias na área no país como um todo, ele avalia que a “adaptação de artefatos tecnológicos e a criatividade de pesquisadores acabam suprindo a matéria-prima ou mão de obra especializada”, afirma Quinto, que coordena os cursos de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Bacharelado em Engenharia de Software da Uepa.

Exemplos

l Coxins

Umas das complicações mais comuns enfrentadas pelos pacientes internados são as lesões por pressão ocasionadas pelo longo período em que ficam acamados. E, para prevenir úlceras e garantir maior conforto físico, a equipe de Terapia Ocupacional do Hospital Ophir Loyola confecciona coxins a partir de colchão de casca de ovo.

O coxim é uma espécie de almofada usada para proteger a integridade da pele do acamado. O uso evita o desenvolvimento ou agravamento de feridas e lesões dolorosas em partes do corpo, como calcanhar, glúteos, tórax, ombro e até mesmo na orelha. Esse dispositivo simples e de baixo custo, produzido com moldes, caneta, régua e tesoura, reduz os aspectos adversos da hospitalização e faz toda a diferença na recuperação dos pacientes.

“Confeccionamos esse tipo de órtese para substituir os modelos industrializados. Cada exemplar é personalizado conforme a necessidade específica do doente. A intenção é amenizar a dor de cada paciente. Adaptamos o posicionamento no leito e garantimos mais bem-estar durante o período de internação”, explica a Terapeuta Ocupacional, Márcia Nunes.

l Plataforma

Com a pandemia da Covid-19, a máscara se tornou indispensável para prevenção individual e coletiva da doença. Embora indispensável, a máscara gera dificuldade de comunicação através da leitura labial em pessoas com deficiência auditiva e surdas.

Nesse contexto, o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) manteve o uso da máscara comum, sem prejuízo na assistência ao usuário e optou pelo uso das máscaras PFF2/N95 pelos seus colaboradores. “Ao mesmo tempo criamos uma plataforma de suporte com vídeos de orientações e atividades, possibilitando que os usuários que se comunicam por meio de leitura labial continuassem ativos e assistidos dentro da pandemia, de maneira remota”, informou o fonoaudiólogo Nelson Furtado (foto), responsável técnico pelo serviço de Fonoaudiologia do CIIR.

Além do trabalho pelos fonoaudiólogos, os intérpretes de Libra do CIIR auxiliam nos atendimentos e/ou vídeos anexados nas plataformas. “Usamos técnicas de tradução e interpretação para dar acessibilidade aos usuários, como, por exemplo, o uso de escrita da língua portuguesa dentro da estrutura da Libras, garantindo, o atendimento eficaz, minimizando do impacto na comunicação pelo uso de máscaras”, destaca o tradutor e intérprete de Libras do CIIR, Rogério Moreira.

Tecnologia com luz ultravioleta ajuda a prevenir a Covid-19

Proteção

Por conta da pandemia da Covid-19, diversos meios de desinfectar ambientes foram pesquisados por indústrias visando a prevenção. Além do álcool em gel, máscaras e o distanciamento entre pessoas, algumas empresas estão utilizando a luz ultravioleta para aumentar a proteção. Essa tecnologia não foi desenvolvida para ser usada em pessoas, mas sim em objetos, superfícies e ambientes. A ação esterilizadora é feita por meio da exposição dos materiais ao raio UV-C, que é encontrado também nos raios solares, em alta potência.

A Hydro, empresa da indústria do alumínio, foi uma das primeiras no Pará a contar com esse tipo de tecnologia em suas operações. O uso desses equipamentos segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos.

“As características deste tipo de luz ultravioleta fazem com que ela tenha um efeito altamente eficaz contra bactérias e vírus, eliminando a capacidade de infectar seres humanos. Assim, conseguimos oferecer ainda mais segurança, somando com as mais de 200 iniciativas preventivas já tomadas em nossas unidades”, diz Javier Torrico, gerente sênior de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Hydro.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!