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Trabalho temporário deve gerar um milhão de vagas neste ano

Uma projeção feita pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) mostrou que, mesmo durante a pandemia da Covid-19, as vagas de trabalhos temporários devem crescer em 12% até o final do ano. O número representa quase 1 milhão de novos empr

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Imagem ilustrativa da notícia Trabalho temporário deve gerar um milhão de vagas neste ano camera Segundo Sócrates, procura por eletricistas, pedreiros e enfermeiros está em alta. | Irene Almeida/Diário do Pará

Uma projeção feita pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) mostrou que, mesmo durante a pandemia da Covid-19, as vagas de trabalhos temporários devem crescer em 12% até o final do ano. O número representa quase 1 milhão de novos empregos que podem ser abertos em todo o Brasil. Trata-se uma alta de 47% em relação à igual período do ano passado.

Em alguns segmentos, a demanda por esse tipo de contrato praticamente dobrou. Logística, alimentação, varejo, saúde, agronegócio e o setor farmacêutico são os que mais abriram posições. Segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), no Pará, entre o saldo de demitidos e admitidos, um total de 7.356 carteiras de trabalho foram assinadas no último mês de julho de 2020.

O secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, lembra que o Pará foi o quinto estado brasileiro que mais gerou empregos no país durante o último mês de julho, atrás apenas de São Paulo (com 22.967), Minas Gerais (15 mil), Santa Catarina (10.044) e Paraná (8.833). O resultado também foi o melhor das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Segundo o Dieese-PA, todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento, com destaque para a Construção Civil (com 2.689 postos), seguido do setor da Indústria em geral (1.361 postos); Comércio (1.261); Serviços (1.242) e setor Agropecuário (803 postos). “Isso é resultado da própria economia do nosso Pará, que tem uma parte grande desses empregos no agronegócio e na mineração. Mas isso também é fruto das políticas do Estado, de incentivo ao segmento produtivo, e nas obras públicas que têm sido aprovadas e apoiadas com esse viés. Não somente da obra em si, mas também pensando na empregabilidade”, enfatizou.

Inocêncio diz que a marca atingida pelo Pará é impressionante, visto que esse também é o maior número obtido no mesmo período em dez anos. “Ficamos felizes com isso porque estamos com um pouco mais de carteiras assinadas do que estávamos no início da pandemia, período em que muita gente foi demitida”, lembra o secretário. Com outros setores voltando gradativamente as suas atividades, Gasparim diz que a expectativa é que novas oportunidades sejam preenchidas, devolvendo os postos de trabalho e salários a vários paraenses.

O secretário ressalta que o mapeamento de empregos informais ainda está sendo elaborado, mas que vem seguindo o mesmo caminho do formal. “No Pará temos mais de 1 milhão de pessoas no mercado informal e já estamos vendo a maioria dessas atividades em andamento, como os pequenos comércios, as feiras, o setor de ambulantes e das pessoas que trabalham, por exemplo, com a reciclagem”, afirma.

SISTEMA

Com vários endereços em Belém, o Sistema Nacional de Emprego (SINE) já está funcionando com o atendimento presencial e ajudando pessoas que estão em busca de uma vaga de emprego. Em média, 25 pessoas são atendidas por dia em cada posto de serviço. Além dos postos físicos de atendimento, o cidadão também pode acessar o banco de vagas ofertadas pelas empresas através do aplicativo “Sine Fácil”.

No posto de atendimento que funciona na Estação Cidadania, no bairro do Guamá, o gerente de Intermediação de Mão de Obra, Sócrates Miranda, conta que a demanda é bem centralizada e que a procura por profissionais eletricistas, pedreiros e enfermeiros está em alta. O gerente lembra que é preciso ter persistência na busca e não desanimar no primeiro momento. “O nosso sistema é atualizado sempre no final da tarde. Então, se a pessoa não consegue uma vaga naquele dia, tem que continuar tentando e não afrouxar a busca”, aconselha.

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