Sem saneamento e pavimentação. Assim vivem muitas comunidades no bairro do Tapanã, em Belém. Para tentar diminuir os transtornos causados pela falta de infraestrutura básica, alguns moradores se reúnem para melhorar o mínimo da condição do direito de ir e vir. A população reclama que está esquecida pelo poder público municipal e pede que os serviços sejam executados.
“Moro aqui há mais de 20 anos e nunca vi nada ser feito. Infelizmente, nessa época a gente recebe muitas promessas, mas nunca recebemos nada em troca”, comenta Celso dos Santos, de 62 anos, pedreiro e morador na alameda Santa Vitória. A via é importante no bairro por ligar a rodovia do Tapanã à avenida Padre Bruno Secchi, principais na região. “A gente espera que um dia chegue melhorias para a nossa rua”, completa. A situação na alameda não é das melhores.
Além da falta de pavimentação, a rua estreita está cercada por mato e buracos. Em dias de chuva, moradores afirmam que a água cobre a buraqueira oferecendo riscos à quem precisa trafegar por ali. “Só não está pior porque os moradores se reúnem para comprar aterro e jogar aqui”, afirma Hugo Santos, 39, técnico de informática, também morador.
Para agravar a indignação, a passagem Santa Bárbara, transversal à Santa Vitória, recentemente recebeu serviços de pavimentação, mas o serviço – ainda inacabado - não chegou na rua de Celso e Hugo. Ana Carolina Mendonça, 28, não entende o motivo. “A nossa rua é de grande fluxo, desafoga a Tapanã e a Padre Bruno. Não faz sentido deixarem de asfaltar a nossa rua. Todos nós pagamos impostos, IPTU, mesmo assim, estamos abandonados”, desabafa a moradora.
Ainda segundo ela, o serviço realizado na rua Santa Bárbara está em péssimas condições. “Esse asfalto é ruim, também não ajeitaram o canal que tem no meio da rua. Quando chover forte novamente, ele vai transbordar e continuar alagando a rua. Sequer limparam e fizeram uma ponte decente que já caiu várias vezes porque não suporta veículos pesados”, denuncia.
ESGOTO
A poucos metros dali, na rua Alfa, em frente à rotatória entre a rodovia Tapanã e avenida Padre Bruno, a situação é ainda pior. O esgoto à céu aberto transmite mau cheiro, o mato está grande e os buracos são vários. A comunidade é maior e precisa de melhores condições de saneamento e serviços de pavimentação. “Quando chove, o canal enche e transborda. Nunca vi a Prefeitura vir limpar nada, nem aterro jogar. Pra sair ou chegar em casa, mesmo à pé ou de carro, tem que ser devagar. A situação é essa: muito ruim. A gente que mora aqui é quem sofre”, comenta Dauane Neves, 23, dona de casa.
A reportagem procurou a Prefeitura de Belém em busca de esclarecimentos sobre as situações no Tapanã e as reclamações. Porém, até o fechamento desta edição, não teve retorno.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar