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Comércio de Belém vive expectativa de recuperação

Vitrines e gôndolas das lojas da capital já estão sendo enfeitadas com produtos natalinos, de olho nos consumidores, que, lentamente, retomam o consumo

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Imagem ilustrativa da notícia Comércio de Belém vive expectativa de recuperação camera Mesmo com variedade de produtos natalinos, vendas ainda estão tímidas, mas expectativa dos lojistas é de redução nos estoques | Fernando Araújo

Com o final de ano se aproximando, muitos setores da economia já se preparam para a época que, tradicionalmente, é uma das mais festejadas, sobretudo no setor de vendas e comércio. Porém, a pandemia do novo coronavírus traz apreensão aos setores. Aos paraenses, basta lembrar que este ano não foi realizado o Círio de Nazaré.

Mesmo assim, aos poucos, o centro comercial de Belém já toma formas e cores natalinas. Lojas de artigos importados, magazines e armarinhos já começaram a enfeitar as vitrines com produtos que vão desde árvores de natal, fitas natalinas e enfeites. E se de um lado os comerciantes estão, timidamente, avançando sobre o período natalino, os clientes também estão tímidos em relação às tradicionais compras, e muitos dizem que irão fazer comemorações mais reservadas.

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Pelo menos será assim com a família da dona de casa Keila Araújo, 38 anos. Depois do isolamento social, ficou a preocupação com o futuro incerto do vírus. Sendo assim, o melhor, segundo ela, é ficar em casa e festejar apenas com a família. “Não era isso que esperávamos. Todos os anos a gente festejava, reunia família, amigos, mas neste Natal não será assim. A gente lamenta muito, mas é o correto a se fazer neste ano. Isso não significa que não teremos árvore, enfeite e comida, mas será do nosso jeito, porque existe a necessidade de ficar em casa”, diz.

ESTOQUES

A gerente comercial Silvia Nunes diz que a loja de departamentos onde trabalha, na travessa 13 de maio, ainda não começou oficialmente as vendas para o período natalino, embora as árvores e os enfeites já estejam no salão. O momento agora, segundo ela, é aproveitar cada oportunidade, cada data e segmentar as vendas.

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“Nós estamos na expectativa do Dia de Finados. Vendemos muitos produtos ligados à data. Arranjos, flores, é um forte do nosso comércio. Só depois dele é que o Natal entra, mas é claro, já estamos preparados para os festejos. Afinal de contas, esse ano seria o melhor ano. O país tinha saído de uma crise, mas aí veio a covid-19 e tudo mudou. Ainda assim, nós apostamos na reposição normal de todo nosso estoque, vamos fazer promoções e esperar que as vendas sejam muito boas”, prevê.

Outros lojistas já se adiantaram e colocaram todo estoque na praça. Em uma loja de importados na rua João Alfredo, o estoque já começou a baixar. “De todo investimento que nós fizemos, aproximadamente 25% já foi vendido. Quando atingir os 50% a gente repõe. É o nosso primeiro natal no comércio, então investimos em todos os produtos natalinos e apostamos nos nossos clientes”, reforça Eduardo Santos, 22, auxiliar de vendas.

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