Entre os que mais têm sofrido com as ações de candidatos nessa corrida desenfreada pelo voto nas eleições municipais, marcadas para o dia 15 de novembro, estão os feirantes da capital paraense. Praticamente todos os dias, aspirantes aos cargos de vereador e prefeito têm ido às feiras livres de Belém acompanhados de seus correligionários, com bandeira em punho e panfletos nas mãos, dispensando as regras básicas recomendadas para prevenir o coronavírus, como o uso máscara de proteção.

A situação tem incomodado consumidores, mas principalmente feirantes, que todos os dias estão expostos a essa “invasão” em busca de votos em seus locais de trabalho. Esse é o caso da feirante Fabrícia Alves, de 36 anos, que começou a frequentar ainda adolescente a Feira da Cremação para ajudar a mãe, que tem uma barraca de frutas no local. “Toda época de eleição é a mesma coisa. E este ano, mesmo com a pandemia, não tem sido diferente. Quase todos os dias passam candidatos por aqui pedindo nosso voto, quase sempre sem nenhum cuidado com o coronavírus “, reclama. Ela ressalta ainda a forma descuidada com que a maioria deles chega ao local. “Quase sempre sem máscara, colocando panfletos na nossa mão, causando aglomeração”, afirma.
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O feirante Marco Antônio Rosário, 18, também se diz revoltado com a postura e a forma que os candidatos estão tentando angariar votos nas feiras. “Eles não têm o mínimo de cuidado, chegam aqui aos montes, soltando fogos, sem máscara, querendo apertar a nossa mão e até mesmo abraçar a gente. Estamos vivendo uma pandemia. Será que eles não sabem disso? Por que querem submeter a nós, trabalhadores da feira a isso?”, questiona. Já o vendedor de farinha João Vidal, 38, trabalha como feirante há mais de 15, e afirma já ter perdido a conta de quantos candidatos já passaram pela feira pedindo votos esses anos todos.

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