Durante o feriado do Recírio, celebrado ontem, vários estabelecimentos da capital paraense funcionaram em horário especial. Outros, porém, suspenderam totalmente as atividades, como foi o caso do centro comercial de Belém. As ruas estreitas do comércio no bairro da Campina amanheceram vazias. Essa foi a primeira vez, após o retorno das atividades em horário normal, ainda durante a pandemia, que todasas lojas fecharam as portas.
O feriado marcou o fim dos festejos do 228º Círio, e a decisão de suspender o funcionamento nessa data se deu devido a um impasse no acordo entre o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas) e o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Lojista de Belém (Sintclobe). Além das lojas, os vendedores ambulantes também tiraram o dia de folga.
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Já na feira do Ver-o-Peso, os feirantes e vendedores consideraram o movimento pela manhã bem abaixo do esperado. Segundos eles, com as lojas do centro fechadas, poucas pessoas decidiram aparecer pelo complexo.
Trabalhando há poucos meses na feira, a feirante Patrícia Lobato, 48, tinha expectativas que o público aparecesse à tarde. “Aqui é o nosso ganha pão e temos de pagar aluguel. Então, infelizmente, ainda não temos como tirar o dia de folga”, afirma.
Na feira aberta do bairro Guamá, o fluxo de pessoas era intenso. Assim como nos demais dias da semana, os feirantes aproveitaram. “Por aqui não tem tempo ruim ou feriado. A gente tem de vir trabalhar para poder ganhar o dinheiro, mesmo que seja pouco, para poder levar o sustento da família”, ressalta o trabalhador Alex Gonçalves, 42.
Famílias curtiram Estação das Docas e Portal
Muitas famílias aproveitaram o feriado para fazer passeios noturnos ao ar livre, na capital. Estação das Docas e o Portal da Amazônia estavam entre os pontos turísticos visitados. O clima era favorável para bater papo, comer, beber e até praticar esportes, como andar de patins, bicicleta e fazer caminhadas.
A vendedora Patrícia Silva Santos, 27, que mora na Marambaia, levou a filha Ana Carolina, de sete anos, para passear na Estação. “É tranquilo, bate muito vento e Belém está muito quente. Tenho saído pouco. É a primeira vez que venho aqui esse ano”, disse.

O local também foi a opção para o passeio em família, conforme explicou o promotor de vendas Iury de Andrade, 19, acompanhado da esposa Jéssica Nobre, 19, e a filha do casal, Marília, de apenas um ano e sete meses. “A gente procura ir a locais selecionados, que sejam seguros. Sentimos necessidade de dar uma saída, já que amenizou a situação. Acho que poucas pessoas em Belém estão respeitando de fato o distanciamento. Tem pessoas que já pegaram e estão pegando de novo (Covid-19) e a maioria da população não leva a sério”, comentou o jovem.
Natural de Mãe do Rio, a estudante Luana Cunha, 21, viajou para passar o final de semana, e emendou a segunda-feira, em Belém, hospedada na casa de uma amiga. E o trio de amigas aproveitou o feriado. “Geralmente a gente vem para cá pegar ar, ver o pôr do sol, apesar de não ter dado para vir mais cedo hoje (ontem). Tem três finais de semana que estou vindo a Belém. Mas desde março não vinha à Estação. É maravilhoso poder sair.”
ORLA
Trabalhador do comércio, o estoquista Leandro de Assis Silva, 27, estava de folga ontem e resolveu levar a família para dar uma volta de bicicleta no Portal, no bairro do Jurunas. “Agora que estamos saindo mais”, observou ele, que estava com a esposa, a dona de casa Dilquelene Silva, 26, e a filha Ingrid, de sete anos.
Já o educador físico Pablo Henrique Monteiro, 30, levou o filho Guilherme Henrique, de seis anos, para brincar no pula-pula na orla, enquanto ele foi andar de patins. “Vim para cá porque tem patins e brinquedos para alugar. Ele mora comigo, viemos passear um pouco”, contou o jovem.
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