Faz nove dias que a Petrobras autorizou a redução de 5% no preço da gasolina. Mas esta diminuição de valores ainda não chegou nas bombas e postos de combustíveis, o que tem causado uma insatisfação para quem tem carro particular ou trabalha com o transporte de passageiros e cargas. Uma pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta que, em média, o litro da gasolina comercializada nos postos de Belém custa R$ 4,53 e a diferença de preço entre um estabelecimento e outro pode chegar a 41 centavos. Parece pouco, mas esse valor faz toda a diferença na hora de encher o tanque do carro. O preço do óleo diesel sofreu redução de 4% nas refinarias, conforme anunciou a Petrobras, no último dia 27.
O levantamento de preços feito pela ANP levou em consideração a comercialização de combustíveis em 20 postos de Belém, entre os dias 18 a 24 de outubro, período antes do anúncio de redução de valores nas refinarias. Naquela ocasião, o litro da gasolina mais barato foi encontrado em um posto no bairro da Marambaia. Custava R$ 4,28. Ontem, no mesmo estabelecimento, a gasolina era vendida a R$ 4,38, o litro.
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No bairro do Marco, num posto de combustível que, até o ultimo dia 24, vendia gasolina a R$ 4,37, ontem comercializava o produto a R$ 4,47. Ou seja, mesmo depois do anúncio de redução de preço nas refinarias, a gasolina ficou mais cara em alguns postos de combustíveis em Belém.
O corretor de automóveis Aurélio Alencar, 35, é um dos motoristas que destacam que não houve diminuição do preço da gasolina nas bombas. “Pelo contrário, ficou foi mais cara nesse mês que passou”, frisou.
O mesmo sentiu Douglas Portal, 21, que também trabalha com a compra e venda de veículos. “Não está mais barata, não. Abasteço carros quase todos os dias e só vejo a gasolina aumentar”, pontuou.
Procurado pela reportagem, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Pará explicou que a redução do preço na refinaria faz parte da política de preços da Petrobras e que não existe uma correlação entre os valores praticados nas refinarias e postos de combustíveis. Em nota enviada ao jornal, a entidade ressaltou que os postos de combustíveis compram o produto direto das distribuidoras, que, por sua vez, compram na refinaria.
O que vai definir se o preço da gasolina irá diminuir ou aumentar nos postos é o valor praticado pelas distribuidoras. “Quando há anúncio de elevação de preços pela Petrobras, imediatamente as Distribuidoras elevam os preços. Porém, quando há anúncio de redução, elas demoram para ser repassadas aos postos”, diz a nota enviada pelo Sindicombustíveis.
CAÇADA
Sem uma previsão de quando o preço da gasolina vai baixar nas bombas, os motoristas buscam estratégias para tentar economizar na hora de abastecer. Wallace Pena, 33, que trabalha como motorista de aplicativo, costuma encher o tanque de uma só vez e, dependendo das distâncias das corridas, apenas completar o que falta no tanque. “Como ando por toda a cidade, observo os postos que estão mais baratos e numa passagem por eles abasteço o carro”, comentou.
O motociclista Adriano Alencar, 35, ressaltou que as motos são mais econômicas no que se refere a gastos com combustíveis, mas pontou que não abastece menos de R$ 30. “O ideal é andar de tanque cheio para passar mais tempo sem precisar vir ao posto. O preço muda toda semana praticamente”, reclamou. “Além disso, sempre mantenho os pneus da moto calibrados. Andar com o pneu seco consome mais gasolina”, recomendou.
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