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PANDEMIA

Taxistas têm investido na prevenção para evitar o novo coronavírus

São cerca de 5.400 condutores cadastrados para dirigir táxis em Belém, segundo o sindicato.

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Imagem ilustrativa da notícia Taxistas têm investido na prevenção para evitar o novo coronavírus camera Além de itens essenciais, como máscara e álcool, às vezes é preciso ter jogo de cintura com o passageiro | Mauro Ângelo

Em tempos de pandemia várias são as profissões consideradas de riscos para a Covid-19. Uma delas é a de taxistas. Em Belém, cerca de 5.400 condutores, segundo o sindicato da categoria, estão cadastrados para dirigir táxis na cidade. Todos os dias eles transportam passageiros para vários pontos da capital, inclusive para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) onde é constante o fluxo de pessoas doentes.

Por conta disso, a categoria garante que os cuidados para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus, como o uso de máscaras e do álcool em gel vêm sendo mantidas. Muito embora, às vezes, é preciso contar com a compreensão do passageiro para que eles também sigam os protocolos de saúde recomendados.

Taxista desde 1991, Jurandir Garcez, de 76 anos, confirma que a pandemia mudou de fato a rotina de trabalho de quem atua nessa profissão. “Agora precisamos estar de máscara o tempo todo e ter cuidado de higienizar as mãos constantemente, por conta do dinheiro que a gente recebe dos clientes”, afirma.

De modo geral, ele garante que os passageiros têm sido sensíveis a situação e procurado se proteger também. Mas nem sempre é assim. “Ocorre às vezes da gente ter que pedir para eles colocarem a máscara também”, diz.

Ele afirma não ter tido a doença ainda, por isso não abre mão de se proteger, inclusive optou por passar um tempo afastado do trabalho para se prevenir “Tenho muito medo de pegar, porque é uma doença mortal ainda mais na minha idade. Cheguei a ficar uns três meses sem trabalhar porque havia poucos clientes e porque também queria me preservar”, ressalta.

Como segue todos cuidados com a prevenção, ele garante não ter receio de transportar alguém doente. “Procuro ter todos os cuidados, porque a gente não tem como saber se a pessoa está ou não com a Covid, então é importante manter os cuidados sempre”, alega.

SEM EXAGEROS

O taxista Sílvio Charles Monteiro, de 39 anos, afirma que procura tomar todos os cuidados para se prevenir, mas sem exageros. “Uso máscara quando estou com passageiros e tenho sempre álcool em gel”, garante.

Mas nem sempre esse cuidado é recíproco. “Existem passageiros que não usam máscara, mas nem sempre é porque não têm medo de pegar a doença, às vezes, a pessoa não se sente bem com a máscara, mas procuro sempre pedir para ela colocar. Tem ainda os casos em que a pessoa acha que não vai acontecer com ela, que também é muito comum e sempre temos que conversar”, ressalta.

Ainda no mês de fevereiro – portanto antes da confirmação do primeiro caso em Belém que ocorre apenas no mês seguinte – ele afirma ter sentido sintomas muito semelhantes ao da Covid-19, mas que nunca conseguiu confirmar. “Precisei me afastar porque senti um pouco de falta de ar, gripe, mas até hoje não sei se foi de fato porque na ocasião ainda não se falava muito dessa doença”, lembra.

Já no mês seguinte, a mãe dele, que sofria de doença renal, começou a passar mal e acabou falecendo. “Ela tinha dores nas costas, um pouco de falta de ar, ficou como um caso suspeito de Covid, mas após exames, foi confirmado que não era. Então é difícil saber quando alguém está doente de fato, por isso, é fundamental se prevenir”, avalia.

DANOS

Eliezer Santa Brígida, de 63 anos, já sentiu no corpo os danos que a Covid-19 pode causar a uma pessoa, por isso, faz questão de manter todos os protocolos necessários à prevenção da doença. “Procuro usar sempre máscara, álcool em gel e estar com o carro higienizado, porque sei exatamente o que essa doença pode causar. Há dois meses fiquei doente e foi muito ruim”, conta.

Ele afirma que a população está mais consciente sobre a necessidade de se proteger e proteger o outro, por isso não tem enfrentado dificuldade nesse aspecto. “Meus passageiros estão sempre de máscara e tomam todos os cuidados, não tenho tido nenhum problema com relação a isso”, garante.

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