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Quer investir em vendas on-line? Veja orientações

O e-commerce vem atraindo cada vez mais compradores e vendedores. Mas, para investir nesse mercado, é preciso planejamento sobre como será feita a entrega, estoque, logística, tempo de entrega, entre outros

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Imagem ilustrativa da notícia Quer investir em vendas on-line? Veja orientações camera Andrea Reis fez cursos sobre comércio on-line e passou a empreender também pelas redes sociais | Octávio Cardoso

As vendas por meio das plataformas digitais garantiram a sobrevivência de muitos estabelecimentos durante a pandemia da Covid-19. Empreendedores tiveram de se reinventar, mesmo quem não possuía um conhecimento vasto sobre o funcionamento do chamado comércio eletrônico, conhecido como e-commerce. Ao que tudo indica, essa mudança veio para ficar e, neste final de ano, boa parte dos consumidores deve optar por essa modalidade de consumo.

É o que apontou o estudo global “Back to Business, Holiday Edition”, divulgado recentemente pela Agência Sebrae de Notícias. Do total de consumidores brasileiros ouvidos no levantamento realizado pela Visa em oito mercados ao redor do mundo, incluindo o Brasil, 54% disseram que vão efetuar a maioria das compras pelo comércio eletrônico.

A pesquisa mostrou que 89% dos brasileiros pretendem fazer compras de Natal, sendo que a maioria (58%) deve optar por apoiar o comércio de bairro e por concentrar mais da metade das compras nesses tipos de estabelecimentos, seja de forma presencial ou on-line.

Embora o cenário seja favorável, esses empreendedores precisam estruturar bem o seu negócio virtual para que a iniciativa traga resultados positivos e, sobretudo, atraia novos clientes. Ou seja, requer planejamento que vai desde criar uma marca, saber utilizar as redes sociais para dar visibilidade ao negócio, cuidar do processo de vendas, a exemplo de como escolher as formas de pagamento, prazos de entrega, disponibilidade de mercadorias, garantia de troca, entre outros, conforme explicou Péricles Diniz, analista do setor de Relacionamento Empresarial do Sebrae no Pará.

“Esse mercado cresceu muito. Por exemplo, uma pesquisa do Mercado Livre apontou que o número de compradores cresceu mais de 87% de março a setembro. E também o número de vendedores cresceu 61%”, informou. “Mas não é simples uma empresa pegar um produto, colocar na internet e sair vendendo. O empreendedor tem de planejar esse funcionamento, como fará a entrega, estoque, logística, tempo de entrega. Tem de entender que a partir do momento em que coloca o e-commerce no ar não vende mais só localmente, passa a vender em outro nível”, destacou o analista do Sebrae. A fim de capacitar e acompanhar o empreendedor nesse processo, o Sebrae dispõe de cursos e de consultoria voltadas a esse público.

EMPREENDER

Há cinco anos, a empresária Andrea Reis, 49, abriu uma loja física de confecções e acessórios, na travessa Dr. Moraes, em Belém. Três anos depois, ela ingressou em um projeto no Sebrae chamado “Varejo de Modas”. E isso levou a empreendedora a fazer cursos na entidade voltados ao empreendedorismo. A capacitação ampliou a visão de Andrea que, a partir de então, passou a empreender também no mundo virtual, pelas redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp.

O e-commerce tornou-se a principal modalidade de venda daquele empreendimento, uma vez que a rede de clientes foi ampliada. Atualmente, Andrea faz entregas de seus produtos para diversos municípios do interior paraense e até para fora do Estado, em localidades no Maranhão e Bahia, por exemplo.

“Teve um curso que era ‘internet na medida’. E foi esse curso que abriu os meus horizontes, para enxergar que não era só uma loja física que fazia uma venda. Também tinham outros meios. Na época, as pessoas estavam começando a comprar mais pela internet e redes sociais”, comentou.

Mas, com o lockdown durante a pandemia do novo coronavírus, Andrea precisou fechar as portas da loja física. As vendas também reduziram no meio virtual. Com isso, a única fonte de renda da família deixou de existir. Nesse momento, teve a ideia de empreender com a venda de refeições. Foi assim que a família garantiu o sustento no período.

“Quando abri a loja, a intenção era de as pessoas nos procurarem. Depois vi que elas estão procurando mais conforto, comodidade, um serviço na palma da mão. E vi que não podemos ficar presos à loja física, esperando o cliente entrar. Hoje não tem mais aquele grande fluxo de clientes entrando, ao contrário. As pessoas mandam mensagens pelo celular direto perguntando se vou postar algo”, disse ela, que está mantendo três negócios diferentes: a loja de confecções, a venda de refeições e mais recentemente começou a comercializar imóveis.

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