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CELEBRAÇÃO

Noite foi de passeio e adoração a Iemanjá nos pontos turísticos de Belém

Pessoas se juntaram para fazer suas homenagens à Iemanjá.

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Imagem ilustrativa da notícia Noite foi de passeio e adoração a Iemanjá nos pontos turísticos de Belém camera No Ver-o-Rio, devotos de Iemanjá fizeram suas homenagens, com o cancelamento da cerimônia em Outeiro | Antônio Melo

Na noite desta terça-feira (8), o feriado foi aproveitado, em Belém, também pelos devotos de Iemanjá e por quem decidiu ficar na capital. Em vários pontos da cidade como a Estação das Docas, Portal da Amazônia e o Ver-O-Rio estavam completamente lotados. O risco ainda existente de contaminação do Covid-19 parece não mais assustar as pessoas.

No Complexo do Ver-O-Rio, por exemplo, entre as muitas pessoas presentes um grupo de devotos de Iemanjá aproveitou o local para fazer a devoção à imagem. Adultos e crianças, a maioria de máscara, às margens da Baía do Guajará, lançavam flores ao rio, acendiam velas e estouravam garrafas de champanhe e queimavam fogos de artifício como homenagens.

Já na Estação das Docas, as pessoas aproveitaram a noite do feriado para as confraternizações de final de ano. A maioria dos restaurantes que ficam no complexo, estavam tomados de pessoas que, entre goles e degustações, trocavam presentes entre eles. “Marcamos hoje (ontem) porque todos estariam de folga. Só estamos sem máscaras porque estamos comendo, todos nós temos dado atenção de se proteger”, disse Fernanda Vale, 29 anos, bancária.

O Portal da Amazônia, na Cidade Velha, ficou pequeno para o número de pessoas que esteve no local, na noite de ontem. As quadras esportivas estavam lotadas, com pessoas passeando de bicicleta, skates e patins, assim como donos de automóveis com os porta-malas abertos ouvindo som alto, entre outras coisas. A maioria circulava pelo local sem proteção contra o coronavírus.

Apesar disso, foi possível encontrar pessoas que se arriscaram sair, mas que adotaram medidas de prevenção. “Acho que essas pessoas pensam que não existe mais riscos ou pensam que nunca vão ser contaminadas. Se ao menos já tivesse vacina ou um remédio que tratasse mesmo essa doença. Até isso acontecer, esses cuidados básicos devem continuar, até mesmo quando as coisas estiverem tranquilas”, concluiu Noêmia Bentes, 53 anos, dona de casa.

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