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MOVIMENTO INTENSO

Comida típica que não foi vendida no Círio vai para o fim de ano no Ver-o-Peso 

Feirantes dizem que as vendas de produtos como tucupi, polpa de frutas regionais, pato e maniva pré-cozida estão aquecidas no Ver-o-Peso e afirmam que os paraenses gostam de comidas típicas na ceia de Natal

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Imagem ilustrativa da notícia Comida típica que não foi vendida no Círio vai para o fim de ano no Ver-o-Peso  camera Edvaldo Moreira é vendedor de pato e | Ricardo Amanajás

No mercado do Ver-o-Peso, em Belém, a procura por alimentos que estarão nas mesas nas festas de fim de ano já começou e, segundo os feirantes, o movimento indica que muitos paraenses estão optando por uma ceia com comidas típicas. Isso quer dizer que, além de panetones e perus, pode ter também maniçoba, pato no tucupi, entre outros. Eles garantem que o mercado estará abastecido, mas quem antecipar as compras ainda poderá encontrar preços mais em conta.

A procura pela polpa das frutas tem sido uma estratégia para quem decidiu se antecipar nas compras. “Desde o dia 30 de novembro, quando os clientes receberam a parcela do décimo terceiro, que as vendas aumentaram”, observou a feirante Deyse Santos, 30. “A procura maior é pela polpa de cupuaçu e bacuri, que são as frutas regionais mais usadas para cremes e taças da felicidade que serão servidas na sobremesa”, disse.

Já o feirante Edvaldo Moreira diz que as vendas estão aquecidas desde o período do Círio. Ele vende animais vivos e pontuou que, além do peru, os consumidores têm procurado bastante por pato e ganso para a ceia de Natal. “O ganso é uma ave maior. Os meus clientes gostam deles na ceia de Natal. Tem saído muito”. Essa ave é comercializada por R$ 300 viva, enquanto que o pato vivo custa R$ 70 (a fêmea custa R$ 40).

MANIVA

Valentim Marques
📷 Valentim Marques |Ricardo Amanajás

Vendedor de maniva há 26 anos, Valentim Marques, 54, diz que depois do período de Círio o Natal é a melhor data para a venda do alimento no Ver-o-Peso. “Sai o ano inteiro, mas nestas duas ocasiões as vendas aumentam. A procura é maior pela maniva pré-cozida. Tenho clientes que estão comprando agora e congelando para preparar a maniçoba para a ceia de Natal”, comentou. Por enquanto, a maniva é comercializada a R$ 5 o quilo.

Na barraca de Maurício Martins, 42, na manhã de ontem, fervia o tucupi que tinha acabado de ser encomendado por duas clientes, que fizeram o pedido por telefone. “Os pedidos estão chegando e as vendas seguem a todo vapor. O tucupi é o ingrediente que pode ser usado no preparo do pato, do frango, do peru e até na carne de porco”, atentou. “Começou dezembro, as pessoas procuram logo pelo tucupi”, enfatizou. Por enquanto, o litro do tucupi custa R$ 5.

Maurício Martins
📷 Maurício Martins |Ricardo Amanajás

Pirarucu

Feirantes que trabalham com o pirarucu seco e salgado apostam no aquecimento das vendas a partir da próxima semana. “Por enquanto está fraco, mas a demanda aumenta próximo do Natal”, comentou o feirante Ivanildo Botelho. “Esse ingrediente é mais para o dia 25. Tenho clientes que costumam servir pirarucu no leite de coco no almoço e é uma boa pedida no cardápio”. O pirarucu é vendido a partir de R$ 22.

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