O movimento de pessoas pelo centro comercial de Belém, durante a tarde de ontem (11), ainda podia ser considerado fraco para esse período que antecede as festas de fim de ano. Apesar disso, lojistas e camelôs se mostram otimistas com a possibilidade de que, a partir da próxima semana, o fluxo de consumidores à procura de roupas e presentes possa aumentar. Há ainda uma boa expectativa para quando o governo federal começar a pagar o auxílio emergencial, o que deve favorecer o público ir às compras.
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O policiamento foi reforçado nas ruas do Comércio, afim de garantir mais segurança ao público e, segundo o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), informou que as lojas de rua já podem funcionar aos finais de semana (sábado e domingo) para as compras de Natal, mas a abertura destes estabelecimentos fica a cargo de cada gerente ou proprietário.
Por enquanto, a maioria dos empresários ouvidos pela nossa reportagem ainda não sinalizou a abertura da loja neste domingo (13). Isto deve ocorrer somente a partir do outro fim de semana, dependendo da demanda de clientes.
Diana Conde, que tem uma loja de roupas e confecções na rua Santo Antônio considerou o movimento bom para esta primeira semana de dezembro. Ela já preparou o estoque, as promoções e contratou funcionários para a temporada. “As vendas, por enquanto, estão na mesma proporção registrada no mesmo período do ano passado. As pessoas começam a comprar a partir da segunda quinzena. Esperam pela última parcela do décimo terceiro salário e, neste ano, estão aguardando o pagamento do auxílio emergencial”, projetou.
Até a procura por artigos de decoração natalina estão fracas, mas os vendedores não estão desanimados. O camelô Edson Melo, 40, ainda mantém esperanças de que a procura por lâmpadas pisca-pisca ainda possa crescer. “Olha, as vendas estão fracas. Mas vão melhorar. A gente espera que melhore a partir da semana que vem”, estimou.
CAMELÔS
O camelô Henrique Oliveira alegou que registrou um bom faturamento para estes primeiros dez dias de dezembro e, por enquanto, não pretende trabalhar nos dias de domingo. Ele vende roupas femininas a preços populares e a procura tem sido intensa. “Esse movimento ainda não é o das festas de fim de ano. A procura de roupas para as festas de fim de ano só deve começar na próxima semana e a nossa jornada de trabalho vai aumentar por aqui”, disse.
O movimento nas barracas e camelôs estava bem mais intenso quando comparado com o das lojas do centro comercial. Os lojistas fazem de tudo para chamar a atenção das pessoas. Batiam palmas, colocavam música e mantinham a equipe de vendedores na entrada da loja para prender a atenção dos consumidores. Daniel Vieira, 20, que trabalha em uma loja de produtos eletrônicos e roupas comemorava mais um dia de vendas. “O movimento aqui melhorou desde a última quarta-feira (9) e certamente só tende a aumentar”, estimou.
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