O movimento de consumidores que buscam por presentes para amigos, familiares ou adquirir roupas novas para as festas de fim de ano, já é intenso. Nas vitrines de lojas de um dos shoppings centers de Belém algumas promoções atraíam os olhares dos consumidores na tarde de ontem. Calçados, roupas, acessórios e itens de perfumaria estavam entre os produtos com descontos de 30% a 50% e facilidades de parcelamento. O serviço delivery também era um dos atrativos.
O casal Antônio Costa, 48 anos, e Camila Borges, 34, tirou a tarde para pechinchar. Caso os preços estivessem dentro do orçamento, já levariam os presentes. “Fomos em algumas lojas e vimos que alguns produtos estavam em conta. Então, vai ser possível presentar alguns familiares e amigos”,disse Antônio.
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Por outro lado, houve quem dissesse que os preços estavam elevados, mas, ainda assim, iria garantir os presentes. Foi o caso do empresário Jonas Silva, 28 anos. “Mesmo com os preços altos não mudei meu planejamento de compras para as festas de fim de ano. Tenho saído alguns dias, ido em outras lojas e observado os valores. Por conta do trabalho, estou aproveitando hoje (ontem) o tempo livre para comprar o que ainda precisa”, contou.
MUDANÇAS
O servidor público Raphael Godoy, 41 anos, disse que este ano houve uma mudança em relação às compras e os presentes. Antes da pandemia, ele costumava comprar mais roupas de passeio, porém, passou a adquirir mais peças esportivas e a realizar compras pela internet. “Houve uma mudança de hábito sobre as compras e o tipo de produto adquirido. As minhas aquisições pela internet, por exemplo, aumentaram muito. Já os presentes para os familiares foram reduzidos, pois antes era um grupo grande de pessoas reunidas, e neste fim de ano serão pequenos núcleos e divididos, por isso fica maisdifícil presentear”.
Os consumidores utilizavam máscaras. No entanto, manter o distanciamento nos corredores já foi algo mais difícil. Por isso, fazer o alerta era uma boa alternativa, de acordo com a irmã de Raphael, a defensora pública Joseane Godoy, 42 anos. “O movimento não está tão tranquilo e de vez em quando precisamos avisar aqueles que ficam mais próximos na escada rolante ou nas filas sobre a importância do distanciamento”, disse. Nas lojas, o uso do álcool em gel, de máscaras e manter a quantidade reduzida de clientes também eram obrigatórios.
Lojistas
Para os lojistas Luís e Rosana Farias, mesmo com a pandemia, a expectativa no aumento das vendas se manteve, sobretudo porque acreditam ser um espaço no qual há mais segurança e onde as regras de higiene e sanitárias são respeitadas. “O shopping ainda é o melhor lugar para que os clientes possam fazer suas compras. Tem conforto, segurança e respeito às regras de saúde. Estamos torcendo para que, mesmo com a pandemia, as vendas prosperem. O movimento ainda está fraco, mas a cada dia que passa percebemos umamelhora”, contou Luís.
O casal acredita que o hábito dos consumidores de comprar roupas novas para o fim do ano e presentear ainda é um forte atrativo para as vendas. Eles também apostaram no serviço delivery e, segundo Rosana, a clientela respondeu de forma positiva. “Temos clientes de Belém, Marituba e Ananindeua. Adotar esta estratégia foi uma descoberta de um público que ainda não tínhamos. Acreditamos que tudo vai continuar melhorando e vamos continuar buscando estratégias para isso”.
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