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Na reta final de pagamentos, movimento nas agências bancárias é grande

Caixa começou também o pagamento da última parcela no valor de R$ 600 para mães solteiras.

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Imagem ilustrativa da notícia Na reta final de pagamentos, movimento nas agências bancárias é grande camera Beneficiários fazem fila na frente de agências da Caixa | Ricardo Amanajás

A Caixa Econômica Federal iniciou nesta segunda-feira (14), mais uma etapa de pagamentos do auxílio emergencial e do auxílio emergencial extensão para mais de três milhões de brasileiros. Ao todo, R$ 1,2 bilhão foi destinado para o pagamento dos beneficiários nascidos em março. Além desse grupo, a Caixa começou também o pagamento da última parcela no valor de R$ 600 para mães solteiras. Os valores podem ser movimentados através do aplicativo “Caixa Tem”, que permite o pagamento de boletos e compras pela internet, além de ser aceito em vários estabelecimentos comerciais.

Durante a manhã de ontem, longas filas se formaram na frente das agências bancárias. Eram pessoas que buscavam informações sobre o auxílio que já está no seu último mês, e sem nenhuma previsão do governo federal se dará continuidade aos pagamentos no ano de 2021.

Odair Brandão, 39 anos, trabalhava em um escritório de contabilidade antes da pandemia. Ele esperava por atendimento em uma agência da Caixa localizada no distrito de Icoaraci. Com o mercado instável, o trabalhador diz estar preocupado com o fim do auxílio emergencial que servia, principalmente, para pagar as dívidas acumuladas do ano. “Não deu para guardar nada desse dinheiro. Depois que foi cortado pela metade, a situação ficou ainda mais crítica. Agora, a partir de janeiro, eu não sei como vai ser porque as contas não param de chegar e não tem trabalho”.

O corte no quadro de pessoal ocorreu também nos primeiros meses da pandemia na empresa onde a auxiliar de serviços gerais Karen Alvez, 43, trabalhava. Desde então, o auxílio tem contribuído com os custos da casa onde ela mora com mais três filhos. “A gente vem se virando como pode. Pego uma faxina em um dia, depois passa uns três sem conseguir nada e assim vai. Meu filho mais velho está tentando correr atrás de emprego, mas pra gente que tem experiência está difícil, imagine para ele que nunca vivenciou o mercado”, lembra.

Sem a renda complementar vinda do governo federal, a esperança de Karen é que a empresa onde trabalhou por quase quatro anos volte a contratá-la. “Fiquei sabendo que muitos que saíram estão voltando aos poucos, já que agora as coisas estão melhorando. Espero que eles lembrem de mim também e me chamem de novo”.

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