Um lixão a céu aberto se formou na travessa WE 12, área limite entre os conjuntos CDP e Paraíso dos Pássaros, no bairro de Val-de-Cans. A sujeira por lá se estende por mais de 100 metros da via, com restos de construções, colchões, guarda-roupa velho, pneus, caroço de açaí e muita sujeira.
A equipe se deparou com homens vasculhando o lixo à procura de materiais que poderiam ser reaproveitados e vendidos para sucatas. O catador Carlos de Oliveira, 51 anos, vai todos os dias até lá para obter o sustento da família. “Tem muita coisa aqui que vale dinheiro e as pessoas jogam fora”, disse. Em poucos minutos, o carrinho de Carlos ficou carregado com um fogão velho, uma panela de pressão, latinhas de bebida e uma bolsa. Tudo vai para um ferro velho.
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Um pouco mais à frente, José Roberto Nascimento, 39, desmanchava a carcaça de uma televisão antiga para aproveitar algumas peças para vender para a sucataria. “Tem cobre. Consigo vender o quilo desse cobre por 30 reais, ali no Barreiro”, calculou. Roberto chegou até o local de bicicleta, carregava os materiais recicláveis na garupa. Deixou o veículo de duas rodas entre caroços de açaí e próximo a carcaças de geladeiras velhas.
A Secretaria Municipal de Saneamento informou, em nota, que recolhe, de três a quatro vezes por semana, cerca de 720 toneladas de lixo domiciliar e entulhos daquela área do bairro Val-de-Cans. Além disso, atua com ações de educação ambiental e fiscalização do código de postura no que diz respeito ao descarte irregular. A Sesan informou que apoia, ainda, o trabalho da Associação dos Recicladores de Lixo de Águas Lindas que atua com ações na área do Canal Joaquim.
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