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Movimento no comércio cresce, mas lojistas e camelôs reclamam das vendas

Pelas ruas do centro comercial, durante todo o dia, o ir e vir de pessoas aumenta a cada dia, mas a expectativa é que as compras ainda melhorem. Horário de funcionamento dos estabelecimentos foi estendido

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Imagem ilustrativa da notícia Movimento no comércio cresce, mas lojistas e camelôs reclamam das vendas camera Trânsito de pessoas pelo comércio é crescente, mas vendas estão aquém da expectativa dos comerciantes | Celso Rodrigues

O fluxo de pessoas transitando pelas ruas do centro comercial de Belém aumentou expressivamente nos últimos dias, mas isto não quer dizer que as vendas de fim de ano aumentaram. Pelo contrário, a maioria dos lojistas e camelôs alegam que a procura por roupas e artigos de presente ainda segue em baixa. A expectativa é que as vendas aumentem, de fato, a partir deste fim de semana, quando as lojas, tanto de ruas quanto de shoppings, irão estender o horário de funcionamento. Inclusive, o comércio abrirá as portas este fim de semana (sábado e domingo), conforme informou o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas). As lojas também vão abrir as portas no dia 24 de dezembro, véspera de Natal.

Para a autônoma Mary Araújo, 32 anos, a vantagem de ter ido às compras ontem (18) foi que pôde pesquisar preços com mais tranquilidade, já que a maioria das lojas estavam vazias. “Eu vim comprar as roupas que os meus filhos e eu iremos usar no fim de ano. Também estou vendo roupas para usarem no dia a dia. Espero não ter de voltar porque certamente vai ter aglomerações por aqui”, comentou ao observar o movimento em sua volta.

Os camelôs, aparentemente, estavam faturando bem mais que os lojistas na tarde de ontem. Pelo menos era o que se observava no horário entre 15h e 16h: Lojas relativamente vazias, barracas de ruas cheias. O vendedor ambulante Manoel Matos, que vende roupas, comparou o movimento registrado no ano passado, neste período, e enfatizou que as vendas estão menores em 2020. “Está pouco, mas vai melhorar. As pessoas vão receber a segunda parcela do décimo e virão as compras. Este mês, o movimento só melhorou depois que foi pago o auxílio emergencial”, colocou.

CRÉDITO

Nas lojas de produtos importados, eletrodomésticos e de brinquedos quase não havia presença de clientes. Onde ainda foi possível observar um fluxo de pessoas conferindo preços, olhando peças, foi nas lojas de confecções (roupas). O locutor e vendedor Luiz Ricardo Santos abusava da criatividade para chamar a atenção dos consumidores. “Desde o início de dezembro a nossa loja está abrindo de domingo a domingo, mas as vendas estão fracas desde o início da pandemia”, disse.

Questionado se o pagamento do 13º salário e do auxílio emergencial não aqueceu as vendas, Luiz respondeu que aliviou, mas que a procura ainda está longe do ideal. A loja reforçou a equipe de vendedores. “O que eu percebi foi que este mês o que está salvando o faturamento são as compras cujo pagamento é por cartões de crédito, mas em dinheiro mesmo ainda está fraco”, prosseguiu.

A dona de casa Maria das Graças Londres, 53, tirou o dia de ontem para comprar as roupas dos filhos. “A prioridade é levar as roupas que eles vão usar no fim de ano. Ainda vou ter de voltar na próxima semana para comprar as minhas”, comentou. “Os preços estão ‘salgados’, mas preciso comprar. Espero que quando eu voltar os preços ainda estejam os mesmos ou que tenha promoções”, torceu.

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