Os objetos em cerâmicas são uma tradição de vários lugares do Estado. Um deles é no distrito de Icoaraci, no bairro do Paracuri. No local é possível encontrar uma variedade de olarias, algumas mais rústicas, com uma infinidade de peças que vão desde pratos, vasos, bebedouros e itens de decoração. A Feira do Artesanato do Paracuri, também é outro ponto turístico, localizado na orla, com opções para todos os gostos.
A atividade gera renda para famílias inteiras. Neste fim de ano, embora ainda em um cenário pandêmico, as vendas ganharam um fôlego, com consumidores que buscavam itens para presentear ou para uso próprio. O vigilante Sérgio Lúcio, 30 anos, diz que admira muito este trabalho e tem decorado a casa com diversos objetos de cerâmica. “A minha sala e o quarto são ornamentados com pratos e outros artefatos. Quando você coloca um prato em uma parede, por exemplo, ela ganha vida. Fica mais atraente. Em cima da mesa também costumo incluir alguns objetos. Desde de 2019 comecei a ornamentar a casa com peças em cerâmica”.
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Trabalhando há mais de 40 anos com a arte, José Antônio Corrêa, 51, conta que se surpreendeu este ano com a procura dos itens de decoração. Apesar de ter clientes fixos, ressaltou que este fim de ano foi até melhor do que o passado. “Trabalho quase todos os dias das sete da manhã até às dez da noite. Recebi muitas encomendas e percebi que a demanda foi muito melhor do que em 2019, mesmo com a pandemia”.

As redes sociais também ajudaram a alavancar as vendas, pois grande parte dos clientes evitou sair de casa, priorizando os pedidos pela internet. “Depois do lockdown, as vendas cresceram e passei a divulgar mais pelas redes sociais. Foi surpreendente porque tive um retorno muito positivo”, conta José. As encomendas, segundo ele, são 90% para clientes das Forças Armadas e para membros de igrejas, já que seu trabalho é referência em logomarcas. Para a pintura, conta com o auxílio da esposa Diva.
Quem também sentiu o faturamento melhorar nestes últimos meses foi o artesão Rodrigo Oliveira, 40 anos. A extensa loja na qual trabalha vende obras em formato de pássaros, bules, filtros de água, copos, bandejas, entre outros. Ele conta que muitos amigos do ramo sofreram impactos por causa da pandemia, com alguns sendo obrigados a encerrar a atividade. Porém, os que conseguiram se manter estão se recuperando aos poucos. “Trabalho há muitos anos com artesanato e vi amigos mudando de ramo em decorrência da pandemia. Passaram a trabalhar com transporte público, por exemplo, porque não conseguiam se manter durante o pico do vírus. Eu também senti esse choque, mas agora avalio que as vendas estão boas. Neste fim de ano tivemos uma procura bem expressiva de clientes”, completa.
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