Produtos da ceia de Ano Novo estão até 70% mais caros. É o que mostra pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). Segundo o Departamento, a maioria dos produtos comercializados nos supermercados da Grande Belém, principalmente os importados, estão acima da inflação. E, para a ceia da virada, o peru, fruta e bebida estão entre os mais consumidos.
O engenheiro eletricista Luis Furtado, de 29 anos, era um dos clientes que já garantiu, nesta segunda-feira (28), os produtos da ceia, inclusive as bebidas. Na família dele, que reúne cerca de 20 pessoas, cada um faz a sua contribuição para não pesar no bolso de ninguém. “Como a família é grande, a gente divide os custos. A ceia se repete a mesma do Natal: não pode faltar o peru, a cerveja e o vinho”, comenta.
O champagne, bebida tradicional da virada de ano, varia de preços. As importadas podem chegar a R$ 4 mil, mas a sidra tradicional – considerada a mais popular, pode ser encontrada em média, a R$ 13,70. Uma das saídas é a compra dos espumantes nacionais que podem ser encontrados com preços bem mais em conta, variando entre R$ 30,00 e R$ 70,00. Outra opção comum é a cerveja, que também pode variar de acordo com a marca e o local de compra, mas em lata pode ser encontrada de R$ 2,21 até R$ 4,56. Os refrigerantes em lata variam de R$ 1,89 a R$ 2,35.
Outro produto bastante consumido nas festas da virada do ano são as frutas, mas elas também sofreram reajuste. Entre as mais comuns na época, pesquisadas pelo Dieese/PA, que sofreram as variações mais altas nos últimos 12 meses estão: ameixa seca sem caroço (71,06% a mais que o ano passado), pera (portuguesa e d’anjur importada – variam entre 35% e 45% a mais), maçã (argentina e nacional – variam na média de 40% a mais), uva red clobe (24,48% a mais), amêndoas com casca (38,24% a mais) e abacaxi (13,35% a mais). Somente a castanha-do-pará teve uma queda de 3,23%, podendo ser encontrada, em média, o quilo a R$ 74,90.
Quanto às comidas, o Dieese/PA aponta que o pernil (Sadia com osso), sofreu uma alta variação de 58% ao longo do último ano, o frango resfriado (Americano) de 30,47%, o chester (Perdigão) de 23,86%, peru (Sadia) de 19,62% e o bacalhau (do Porto), de 16,83%.
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