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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

MC paraense denuncia agressões e tentativa de homicídio feitas por DJ e mais dois homens

Crimes teriam sido cometidos na noite do último dia 5 de novembro em ruas de Icoaraci. Veja o vídeo

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Imagem ilustrativa da notícia MC paraense denuncia agressões e tentativa de homicídio feitas por DJ e mais dois homens camera Reprodução

A jovem MC paraense Nic Dias denunciou, no domingo (27), crimes de agressão e tentativa de homicídio que teriam sido cometidos pelo DJ paraense Luan de Oliveira, na noite do último dia 5 de novembro de 2020 no distrito de Icoaraci, em Belém. As denúncias repercutiram nas redes sociais e geraram uma corrente de apoio pela vítima.

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De acordo com os relatos de Nic Dias, Luan de Oliveira já teria feito postagens com discurso de ódio contra ela e o trabalho dela, no último mês de outubro, mas ela afirma que nunca respondeu às mensagens.

O caso se agravou, no entanto, no dia 5 de novembro, quando ela caminhava com um ex-namorado, por volta das 22h40, pelas ruas de Icoaraci, e o DJ teria passado por eles, em uma bicicleta, tentando intimidar Nic e o ex-companheiro dela, além de proferir xingamentos.

Quando a MC se aproximava da parada de ônibus, na travessa São Roque, Luan teria voltado, em uma motocicleta, acompanhado de dois homens, sendo que um deles se apresentou como pai do DJ. Nesse momento, iniciaram as agressões e ameaças.

“O pai do Luan fazia menção que estava com um ‘ferro’ na cintura. Eu saí correndo pra ver se conseguia ajuda, mas não consegui. Fui agredida pelo Luan e pelo pai dele com chutes nas pernas, no estômago, empurrões. Cadeiras foram jogadas em cima de mim e do meu ex-namorado”, relatou Nic Dias.

A MC conta ainda que conseguiu pegar um celular para gravar as agressões que estavam sendo cometidas, e, nesse momento, o DJ e o outro homem cessaram os ataques e saíram do local na motocicleta.

“Eu fiquei ali, com dor, com falta de ar, com medo de tudo que tinha acontecido, sem entender nada, principalmente. Após um tempo, continuei andando. Andamos umas três quadras, e o Luan voltou de moto com uma perna-manca, gritando, mandando eu apagar o vídeo que tinha feito. Eles tentaram me bater diversas vezes com a perna-manca, mas Deus tava ali naquele momento e consegui entrar em uma vila que estava com o portão aberto. Eles chegaram a bater com a perna-manca no portão da vila para tentar abrir, mas não conseguiram”, continuou Nic.

A jovem relata que foi auxiliada pela moradora de uma casa na vila, depois realizou exames de corpo de delito, que confirmaram as agressões.

“Eu queria que vocês soubessem os danos irreversíveis que isso deixou em mim, e o quanto isso estava me matando dia a dia. Eu tive meu corpo violado, agredido, machucado. Sinto todos os dias que minha vida não importa. Quem bate em mulher preta é porco e covarde. O hip hop nunca abraçou essas ideias. Quero justiça”, concluiu Nic Dias.

Veja os vídeos com os momentos das agressões.

POSICIONAMENTO

O DJ Luan de Oliveira era um dos organizadores e músicos da produtora de música eletrônica paraense Shamballa. Ainda neste domingo (28), a produtora declarou que repudia toda e qualquer tipo de agressão seja ela verbal ou física, principalmente às mulheres”. “Com isso resolvemos afastá-lo do line por tempo indeterminado, e que tudo possa ser resolvido perante a justiça”, escreveu a produtora nas redes sociais.

Veja a nota na íntegra.

O DOL tenta contato com o DJ Luan de Oliveira e já solicitou um posicionamento sobre sua versão do ocorrido. Até a manhã desta terça-feira (29), o músico não havia respondido às solicitações. O Instagram de Luan ficou no modo privado assim que a polêmica sobre o assunto ganhou maior repercussão nas redes sociais.


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