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TRÂNSITO

Infrações provocam caos em trecho da avenida Augusto Montenegro

Motoristas que vêm pela avenida Centenário fazem conversão irregular para entrar na Augusto Montenegro, o que gera constantes engarrafamentos, além de prejudicar os pedestres. Acidentes também são comuns constantes engarrafamentos, além de prejudicar os pedestres. Acidentes também são comuns

quinta-feira, 14/01/2021, 07:17 - Atualizado em 14/01/2021, 07:28 - Autor: Luiz Guilherme Ramos


Os condutores ignoram a sinalização e até os radares e se arriscam a cometer infração grave, apenas para “economizar” tempo
Os condutores ignoram a sinalização e até os radares e se arriscam a cometer infração grave, apenas para “economizar” tempo | Octávio Cardoso

Uma prática recorrente, e errada, tem causado grandes transtornos no trânsito da Avenida Augusto Montenegro, uma das vias mais movimentadas da capital. A construção do elevado para desafogar o trecho entre as avenidas Centenário e Laércio Barbalho não previu pistas para retorno dos veículos, e, como solução improvisada, motoristas se arriscam em conversões proibidas que resultam em multa, riscos de acidente e, nos horários de pico, intensos engarrafamentos regidos por uma enxurrada de buzinas.

O DIÁRIO foi até o local e constatou carros e motos ignorando a presença de sinalização vertical e dos radares, e convergindo em faixas proibidas. O motivo mais comum para a infração é a distância que precisam percorrer para garantir o retorno seguro. O caso mais grave acontece na pista da avenida Centenário em direção à Augusto Montenegro. Os motoristas que trafegam pela via devem, obrigatoriamente, seguir por mais 950 metros pela avenida Laércio Barbalho até o retorno mais próximo para, então, voltar e entrar na Augusto Montenegro. Mas para evitar o deslocamento, é bem comum os motoristas encurtarem o caminho de forma irregular.

“É bem perigoso, principalmente à noite. Como trabalho aqui perto e sempre passo por esse trecho, a gente vê bastante motos e carros virarem aqui de repente. É um perigo por causa dos pedestres que atravessam aqui na esquina. Eu não me sinto segura vendo esse festival de infrações”, reclama a vendedora Lívia Leite, 26 anos.

É justamente nessa confusão de veículos que o elo mais fraco surge. Quem passa pelo trecho a pé precisa redobrar a atenção. As faixas para travessia estão bastante desgastadas e pouco delas se enxerga.

FISCALIZAÇÃO

Tanta desordem poderia ser evitada com a fiscalização do trânsito, mas durante nossa permanência no local, que durou cerca de 20 minutos, nenhum agente foi visto. A ausência de fiscais permite um festival infrações, que, a partir das 17h, quando o fluxo triplica, forma engarrafamentos a todo momento.

O fiscal de produção Nylther Farias, 43, já perdeu a conta de quantas vezes ficou estressado ao passar pelo trecho. “Todos esses motoristas que dobram de forma errada geram filas. Aí o sinal fecha em uma pista, abre em outra e os carros que vêm atrás começam a buzinar. Fica um barulho insuportável”, relata. Os acidentes também são bem comuns. “Outro dia eu vi dois acidentes. Um motoqueiro se bateu contra um carro e o outro acidente foi entre dois carros. Até carreta quer fazer conversão aqui. É um absurdo que deixa a gente sem saber como atravessar. Podemos ser atingidos a qualquer momento”, alerta a auxiliar de cozinha Edilza Silva, 48.

SEMOB

Procurada pelo DIÁRIO, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que mantém agentes em ronda por toda a avenida Augusto Montenegro, inclusive no ponto citado na reportagem. O cruzamento embaixo do viaduto não é um ponto fixo de agentes exatamente porque a via está toda sinalizada quanto às conversões proibidas e, para coibi-las de forma constante e ininterrupta, foi instalado um radar no local. Os condutores que insistem em desrespeitar a legislação de trânsito na área são, portanto, registrados pelo radar e autuados conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro, que prevê conversão em desconformidade com a sinalização como infração grave, com multa de R$ 195,23 e 7 pontos na carteira.

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