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OXFORD/ASTRAZENECA

Prazo longo entre doses garante vacinação imediata de 49 mil pessoas no Pará

Os imunizantes disponíveis no Brasil encontram diferenças no tempo entre uma dose e outra

segunda-feira, 25/01/2021, 11:54 - Atualizado em 25/01/2021, 11:52 - Autor: DOL/RBATV


Imunizantes chegaram na tarde de ontem em Belém
Imunizantes chegaram na tarde de ontem em Belém | Reprodução

A aplicação da segunda dose da vacina da Oxford/Astrazeneca tem um prazo de até quatro meses para ser realizada e por esta razão as doses que chegaram ontem ao Pará já garante que 49 mil pessoas comecem a ser imunizadas de imediato.

O fato foi confirmado na tarde de ontem (24) pelo governador Helder Barbalho, durante entrevista, quando falava da chegada dos imunizantes.

As 49 mil doses da vacina da Oxford/AstraZeneca já estão no Pará

Helder lembrou que ao contrário da vacina Sinovac, elaborada em parceria com o Instituto Butantan, a distância de prazo estabelece que as que chegaram sejam usadas de imediato sem que seja preciso esperar pela segunda.

No caso da Sinovac, as doses disponibilizadas tiveram de ser divididas para serem aplicadas duas vezes em uma só pessoa. Com o prazo maior do imunizante da Oxford é possível utilizar de uma só vez até que as outras doses cheguem dentro do prazo.

DIFERENÇAS

A vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, em parceria com o Butantan, não pode esperar um longo espaço de tempo entre a primeira e segunda dose.

Em entrevista ao canal de notícias CNN Brasil, a infectologista do Butantan, Raquel Muarrek explicou a diferença entre o tempo de cada vacina.

"A Coronavac precisa realmente ser feita em duas doses para ter um número maior de formação de anticorpos dentro da pessoa para que ela possa ter uma defesa contra a transmissibilidade do vírus no ambiente. A de Oxford, como é um vetor viral, já mostrou que você pode fazer uma dose com um aumento da resposta, e refazer a segunda dose, agindo como um reforço, até podendo, isso tem que ser discutido ainda, em até seis meses.

INTERIOR

No Pará, todas as 49 mil doses serão destinadas a municípios do interior, sobretudo, aqueles que apresentam maior número de casos como os do Baixo Amazonas, mais próximos do Amazonas, estado que apresenta o cenário mais crítico.

Na reportagem de Dinan Laredo, da RBATV, você encontra mais detalhes.

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