Jorge Dias é paraense e há 9 anos mora em Santa Catarina. Ele está na linha de frente em uma grande corrente de solidariedade para ajudar famílias das vítimas da tragédia envolvendo um ônibus de turismo na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, que matou pelo menos 19 pessoas e deixou 33 feridos na última segunda-feira (25).
Jorge esteve na manhã de hoje (26), no Hospital Municipal São José, em Joinville, onde estariam internadas nove vítimas do acidente.
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"Aqui está tudo muito difícil. Só dão informações se tiver os nomes completos e as roupas que estavam usando, porque como eles estavam sem documentos, fica ainda mais difícil a identificação", explica ele, por telefone, ao DOL.
O paraense diz que quer ajudar de alguma forma, pois já esteve no mesmo lugar em que muitas das vítimas, que segundo ele, vão para outro estado em busca de oportunidades.
"O pessoal que está aqui não tem família e eu quero fazer alguma coisa para ajudar. Já estou com nomes de várias pessoas e estou fazendo a ponte com as famílias que estão no Pará. Eu sei como é largar tudo, viver em um outro estado, longe da família. Eu fiquei desempregado e vim pra cá em busca de oportunidade de emprego e estou aqui até hoje, como muitos que estavam no ônibus em busca de realizar esse sonho", ressalta Jorge.
ÓDIO NAS REDES SOCIAIS
Enquanto uns se prontificam em ajudar as vítimas do acidente, outros, mesmo após a tragédia, destilam ódio e ataques aos paraenses.
Um dos perfis, identificado como Giuliano Esposto comera o acidente e se mostra aliviado, pois o sangue cheio de vírus de pessoas saídas de Belém não iria entrar em Balneário Camboriú.


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