Os residentes do Programa Multiprofissional em Oncologia/Cuidados Paliativos da Universidade do Estado do Pará iniciaram, na última quinta-feira (28), uma paralisação após os mesmos não serem incluídos na campanha de vacinação contra a covid-19, no Hospital Ophir Loyola, em Belém.
De acordo com o documento enviado para a coordenação e direção de ensino da unidade de saúde, "os profissionais residentes estão devidamente registrados em seus respectivos conselhos regionais, não havendo motivo ou justificativa plausível para que haja diferenciações no que se refere à vacinação de residentes e funcionários efetivos, tendo em vista que quando se trata de mão de obra, todos se configuram como profissionais de saúde em atividade".
Ainda segundo o comunicado, os profissionais foram convocados para atuar na equipe de enfrentamento à covid-19. Os integrantes do programa ainda alegam que, apesar de alguns residentes não atuarem em alas destinadas apenas para pacientes com a doença, o ambiente hospitalar e o risco que a pandemia gera pelos mesmos estarem expostos à infecção e reinfecção, já seriam motivos suficientes para que os mesmos tivessem direito à vacinação.
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Posicionamento
Em nota, o Hospital Ophir Loyola informou que segue as diretrizes de prioridades estabelecidas pelo Plano de Vacinação decretado pelo Ministério de Saúde, Governo do Estado e Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
"O HOL possui, em média, 2 mil servidores e recebeu 500 doses da vacina da Sesma, as quais foram direcionadas aos profissionais da linha de frente. A direção aguarda a entrega de novas doses para realizar a vacinação em todos os profissionais atuantes na instituição", diz a nota.
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