Há cerca de 20 anos, o administrador de empresas Gustavo Silveira criou a 3P Florestal para investir em práticas sustentáveis do agronegócio. O trabalho inicial, que era feito com extração de madeira em florestas nativas, cresceu e deu lugar à extração em áreas reflorestadas pela própria empresa. Pela prática, a 3P foi a grande vencedora na categoria ‘Reflorestamento e Madeiras’, do prêmio Agropará 2020.
Prêmio Agropará tem entrega virtual neste ano
Nesta quinta-feira (18), Gustavo Silveira esteve nas redações da RBATV, do DIÁRIO DO PARÁ e do DOL para receber pessoalmente o troféu da premiação, um reconhecimento pelo trabalho e investimento no que o gestor acredita ser uma das “economias do futuro”.
A 3P Florestal atua nos municípios de Santa Maria do Pará, São Domingos do Capim e Ipixuna, produzindo - de maneira sustentável - madeiras de reflorestamento, que são utilizadas para produção de móveis.
“A [produção sustentável] contribui não só para a redução de gases, mas também a economia circular, já que você colhe, planta e colhe novamente”, explicou Gustavo Silveira.
Atualmente, a 3P Florestal trabalha com a plantação e exportação da Teca, árvore oriunda da Ásia, que teve os primeiros plantios na década de 60 no Brasil. O vegetal, de alto valor agregado, tem um ciclo considerado longo (aproximadamente 20 anos para o corte) e é exportado pela empresa paraense principalmente para o mercado indiano.
Os planos da 3P, no entanto, são maiores: a ideia é trabalhar com o plantio das árvores de eucalipto, vegetal muito utilizado na produção de energia sustentável.
“O reflorestamento, hoje, está muito ligado à bioenergia. A produção de biomassa para geração de energia. E esse é um dos negócios que mais se discute hoje nos países europeus e na América do Norte. O reflorestamento é uma das chaves para a geração de energia sustentável. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas é uma das fontes mais importantes de energia sustentável hoje”, afirma o gestor.
PRÊMIO AGROPARÁ
Gustavo foi um dos vencedores da 6ª edição do prêmio Agropará, que reconhece a força de um dos setores mais importantes da economia paraense: o agronegócio. No total, 51 produtores, empresários e pesquisadores concorreram ao prêmio em 19 categorias.
“O prêmio é um incentivo, um reconhecimento de todo o esforço, talento e dedicação ao trabalho no campo que se faz no dia a dia. É uma forma de divulgar este trabalho para que todos nós tenhamos orgulho do que é feito em nosso Estado”, disse Camilo Centeno, vice-presidente do Grupo RBA.
O prêmio Agropará tem o patrocínio da Agropalma, Banco da Amazônia, Guamá Tratamento de Resíduos e Sebrae.
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