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RESULTADO

Internação de idosos cai 61% no Pará após vacinação

Dados do Comitê Científico da Sespa apontam redução, especialmente na faixa etária dos 90 anos, público vacinado há quase dois meses no Estado

terça-feira, 23/03/2021, 07:29 - Atualizado em 23/03/2021, 11:44 - Autor: Luiz Flávio


Vacinação dos idosos continua e essa semana aqueles com mais de 60 recebem imunização. Abaixo, gráfico mostra impacto da vacina na faixa etária acima dos 90 anos
Vacinação dos idosos continua e essa semana aqueles com mais de 60 recebem imunização. Abaixo, gráfico mostra impacto da vacina na faixa etária acima dos 90 anos | Irene Almeida

A redução nas internações de pacientes acima de 90 anos em leitos de UTI para Covid-19 no Estado e sobretudo na região metropolitana de Belém, entre os meses de janeiro e março, já alcança 61% no Pará, quase dois meses após o início da vacinação no Estado. A constatação é do Comitê Técnico-Científico da Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que norteia as decisões tomadas pelo Governo do Estado na pandemia e conta com a participação de uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

De acordo com dados do estudo, revelado ao DIÁRIO com exclusividade, a queda acentuada na ocupação de leitos por parte da população idosa tem relação direta com o aumento da imunização contra o novo Coronavírus entre a população. “A iniciativa do Governo do Estado e das prefeituras paraenses em estender rapidamente, a vacinação aos idosos agora a partir de 60 anos em Belém e outras cidades, ajudará a desafogar em curto espaço de tempo os leitos clínicos e de UTI nas redes pública e privada”, destaca o professor Jonas Castro, coordenador do grupo de pesquisa da Ufra.

Segundo ele, ao analisar o número de pessoas com casos confirmados e que vieram a óbito em decorrência da Covid-19, a equipe concluiu que a prevalência de casos é entre pessoas com menos de 60 anos. “Entretanto, os óbitos são claramente predominantes entre as pessoas com mais de 60 anos”, afirma.

Denilson Feitosa Júnior, diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, destaca que o percentual de redução leva em conta as solicitações diárias de leito, mesmo que o mês de março ainda não tenha terminado. “O número de óbitos ainda não reduziu, mas isso já era esperado, já que primeiro haverá redução nos casos, em seguida nas internações e, por último, no número de mortes. Esse é o caminho natural da doença”, explica.

O diretor pondera que o número de mortes registradas em março ainda está relativamente alto, em função do reflexo das internações realizadas em fevereiro. “Muitos pacientes estão tendo uma internação prolongada e infelizmente alguns acabam morrendo. Esperamos que nas próximas semanas mais pessoas se recuperem e menos pacientes morram”, prevê.

 

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REMESSAS

Segundo a Secretaria de Saúde Pública (Sespa), das 426.214 doses da vacina enviadas ao Pará, 374.741 já foram aplicadas. Cerca de 76% dos grupos prioritários receberam a primeira dose. Em Belém, a cobertura da primeira dose é de 82,45%, o que representa 110.664 pessoas vacinadas. Até agora, 29.024 receberam a segunda dose, correspondente a 21,62% do público-alvo nesta primeira fase.

No último sábado, o Pará recebeu a nona remessa de vacinas contra a Covid-19. São 286 mil doses - 102 mil da CoronaVac / Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e 184 mil da Oxford/AstraZeneca, a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com essa nova remessa, o Pará já recebeu 946.040 doses de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde.

Um dia antes da chegada do novo lote, o governador Helder Barbalho assinou contrato com o Fundo Soberano Russo (RDIF), que autoriza a aquisição de 3 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, que se juntarão ao plano de vacinação contra a Covid-19.

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