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PÓS VACINA

Cuidados sanitários precisam ser mantidos contra a Covid-19

Diretor de Vigilância à Saúde da Sesma, Cláudio Salgado reforça que mesmo com a vacina não se pode abrir mão dos cuidados já adotados, como o uso da máscara, o distanciamento e a higienização das mãos

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Imagem ilustrativa da notícia Cuidados sanitários precisam ser mantidos contra a Covid-19 camera "Quando se vacina um quantitativo pequeno da população, é preciso que as pessoas ainda continuem usando máscara, mantendo o distanciamento social, fazendo uso do álcool em gel, lavando as mãos”, Cláudio Salgado, diretor de Vigilância à Saúde da Sesma | Mauro Ângelo

Com a chegada de 286 mil novas doses de imunizantes contra a Covid-19 ao Pará, enviadas ao Estado pelo Ministério da Saúde no último final de semana, novas faixas etárias puderam receber a primeira dose da vacina. Na capital paraense e no município vizinho de Ananindeua, por exemplo, a vacinação já alcança as pessoas acima de 60 anos de idade. Apesar da natural euforia e sensação de alívio descritas por muitos vacinados, é preciso estar atento à manutenção dos cuidados preventivos contra a doença.

O momento do início do processo de imunização contra a Covid-19, através do recebimento da vacina, é esperado por milhões de brasileiros que viram suas vidas modificadas pela pandemia e que temem pela própria vida e de pessoas queridas. Ainda que a vacina seja, realmente, o meio mais eficaz de proteção contra os casos mais graves da Covid, o cenário vivenciado no país ainda demanda cuidados que precisam ser mantidos.

Reforçando que a vacina é um processo muito seguro, o diretor de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Cláudio Salgado, aponta que os cuidados necessários após o recebimento das doses são bastante simples. O que não se pode abrir mão, por exemplo, é dos cuidados já adotados há mais de um ano, como o uso da máscara, a manutenção do distanciamento social e a correta higienização das mãos. “Nesse momento, como nós não estamos vacinando todas as pessoas, o que seria o ideal, ainda não se pode abrir mãos dos cuidados. Quando se vacina um quantitativo pequeno da população, é preciso que as pessoas ainda continuem usando máscara, mantendo o distanciamento social, fazendo uso do álcool em gel, lavando as mãos, que são coisas que a gente tem que fazer no nosso dia a dia”.

O diretor explica que ainda há muito vírus circulando no ambiente, considerando que há pessoas que ainda não foram vacinadas, daí a necessidade de manutenção dos cuidados mesmo entre as pessoas que já foram vacinadas. “Esse vírus que está circulando vai, cada vez mais, perder força se ele não encontrar onde ele possa se hospedar”, considera. “Na realidade, a vacina evita os casos mais graves, evita que a pessoa vá para o hospital. Você pode ter um quadro viral, uma gripe mais leve, mas você pode ainda, naquele período, mesmo estando vacinado estar transmitindo, então precisa realmente usar a máscara ainda”.

Dentre as classes mais afetadas pela necessidade do distanciamento, justamente por integrarem o grupo de pessoas que correm maior risco de desenvolvimento de quadros graves da doença, os idosos estão entre os primeiros vacinados e, a cada dose recebida nos postos de vacinação, não é incomum ouvir que o maior desejo é o de poder voltar a ver filhos e netos. Toda a saudade, porém, precisa ser administrada com cautela, mesmo entre os que já receberam a segunda dose do imunizante. “A gente vê muitos idosos saindo da vacinação e dizendo, realmente, que o que mais querem é ir ver os netos. É difícil dizer para esse idoso que ele tem que continuar exatamente o que estava fazendo antes. No caso dos que já receberam a segunda dose, talvez um relaxamento pequeno, como conseguir conversar mais um pouco com os familiares, mas sempre de máscara, talvez seja possível. Porém, mais do que isso, como tirar a máscara e falar com a família como se nada estivesse acontecendo realmente não dá porque pode ter uma pessoa infectada ali e, se tiver, todo mundo que está sem máscara vai acabar se infectando”, explica Cláudio Salgado, reforçando a necessidade de muita cautela e cuidado neste momento.

Cuidados

Cuidados já conhecidos, como o uso da máscara, higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, e manutenção do distanciamento social precisam ser mantidos mesmo após o recebimento da vacina.

O que evitar logo após a imunização

Sobre os cuidados pós-vacina, ele reforça medidas simples. “A vacina é um processo seguro, então, o que se pode fazer, realmente, é evitar coisas diferentes, coisas que possam confundir com algum efeito colateral da vacina, como, por exemplo, a ingestão de bebida alcoólica. É melhor suspender pelo menos no dia da vacinação”, diz. “Na bula da vacina não há nenhuma orientação de quanto tempo precisa ficar sem ingerir bebida alcoólica. Mas, normalmente, quando você toma um remédio ou mesmo quando vai tomar uma vacina, é bom que por 24h ou 48h você não faça uso de bebida alcoólica porque pode ter, realmente, alguma interação”.

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