Dentro da umbanda, a Semana Santa inicia na quarta-feira, com o recolhimento dos objetos, como rosários, instrumentos sonoros (tambor, maracá, sineta), cintas e barretes. O passo seguinte, de acordo com o Pai Marcelo, presidente do Instituto Religioso Umbandista, são as “lavagens, defumações de descargas e equilíbrios realizados na sexta-feira em volta das oferendas a Oxalá”.
Neste momento, conforme frisa, é necessário abster-se de todos os exageros. “Manter-se sereno e equilibrado em harmonia de corpo-mente-espirito, como forma de respeito e honra a crucificação de Jesus”. Ele explica ainda que a Páscoa em si não guarda nenhuma atividade ritualística.
A relação está no ato de seguir “a prática de manifestar esperança em um novo tempo de labuta, e que o sol nos permita colher os frutos que o outono nos traz, de abrigar o próximo no frio ou na chuva abençoada do inverno e finalmente deleitar os olhos com as cores da primavera”.
O distanciamento em relação ao domingo comemorativo, segundo Pai Marcelo, não impede que as tradicionais práticas comemorativas sejam cultivadas. “Mas isso não nos proíbe, de como cultura salutar repassada pelos mais velhos, trocarmos os deliciosos ovos de chocolate que substituíram os ovos pintados de galinha, como forma de boa sorte na nova estação que chega”, finaliza.
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