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"Segunda onda" de Covid-19 no Pará é menor que no Brasil

Pará enfrenta uma segunda onda menos agressiva que a média nacional e de países como Reino Unido e Estados Unidos.

sexta-feira, 30/04/2021, 09:27 - Atualizado em 30/04/2021, 12:18 - Autor: Com informações da Agência Pará


Estudo aponta que covid-19 no Pará está em um patamar de estabilidade com tendência de queda.
Estudo aponta que covid-19 no Pará está em um patamar de estabilidade com tendência de queda. | Ricardo Amanajás/Agência Pará

O Pará enfrenta uma segunda onda de covid-19. No entanto, o informe Técnico produzido pelo Comitê Científico Assessor ao Enfrentamento da Pandemia da covid-19 do Estado, avalia que, atualmente, o número de pessoas infectadas e a quantidade de óbitos pela doença está em um patamar de estabilidade com tendência de queda.

O que isso quer dizer? Que o Pará, segundo um estudo da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), enfrenta a segunda onda da covid de forma menos agressiva que a média nacional e de países como Reino Unido e Estados Unidos.

Para avaliadores da UFRA, o desempenho paraense está diretamente relacionado a utilização de inteligência artificial para prever cenários e demandas na rede pública de saúde por conta da covid-19.

O amplo atendimento médico preventivo e aberturas de leitos clínicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também influenciaram diretamente na preservação de vidas, segundo o estudo da universidade. 

Média nacional e intensidade de óbitos

No acumulado deste ano, em comparação à média nacional, o Pará tem um desempenho menor em 48,87% no número de infectados e 42,26% de óbitos.

Neste período, o Pará registrou 1.572,34 infectados por 100 mil habitantes e 51,63 óbitos por 100 mil habitantes, contra 3.075,39 (infectados por 100 mil habitantes) e 89,42 (óbitos por 100 mil habitantes) da média nacional, respectivamente. 

O período de maior intensidade de óbitos da segunda onda covid-19 no país, de acordo com a análise, foi entre a primeira e terceira semana do mês de abril.

No Pará, aconteceu nas duas primeiras semanas do mês de abril. Neste episódio, o Estado também apresentou desempenho abaixo da média nacional.

Pará em destaque com as vidas salvas

O Pará também foi destaque na redução da quantidade de óbitos entre os maiores patamares da primeira e segunda ondas, com uma redução de 25,19%.

“Dessa maneira entendemos que, com a atenção médica imediata viabilizada por esforços da rede hospitalar pública e privada, bem como a suplementação e alocação inteligente de leitos Clínicos e de UTI ao longo de todo o Estado do Pará, milhares de vidas de paraenses podem ter sido preservadas”, afirma o Professor Jonas Castro da UFRA.

Além da vacinação e medidas sanitárias preventivas, o Governo do Estado acredita na testagem, diagnóstico precoce, atendimento médico especializado e imediato à população como medida estratégica no enfrentamento à covid-19.

Para auxiliar o atendimento à população ao longo da pandemia, o Governo do Estado tem colocado à disposição da população atendimento especializado em covid-19 em espaços físicos e móveis através Policlínicas, Hospitais de Campanha e mudança de perfil de hospitais para a doença.

Comitê Técnico e Científico

No Pará, a Ufra faz parte do Comitê Técnico e Científico criado pelo Governo do Estado e liderado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para avaliar as ações realizadas para enfrentamento da covid-19. Dentre elas estão a abertura de leitos, manutenção e abertura de Hospitais de Campanha, além de decisões sobre os bandeiramento das regiões de saúde que regulam o funcionamento das atividades econômicas.

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