A pandemia do novo coronavírus impôs sérias dificuldades à economia, com a necessidade de restrições a diversas atividades. Ainda assim, o setor da indústria no Pará se manteve como forte gerador de empregos formais. É o que demonstra uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pará).
O Dieese divulgou, nesta quinta-feira (6), um estudo sobre a trajetória da geração de empregos formais no setor da indústria em geral, no Pará e nos demais estados do Norte do Brasil. Foram analisados dois períodos: o primeiro trimestre deste ano (janeiro a março de 2021) e também os últimos 12 meses.
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No comparativo entre admitidos e desligados na indústria paraense, o saldo é positivo, com a geração de 560 postos de trabalhos no primeiro trimestre de 2021. Nos últimos 12 meses, a indústria paraense também apresentou crescimento de empregos formais, com a geração de quase 6.400 postos de trabalhos, o melhor resultado entre todos os estados da Região Norte.
Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese, explica que o estudo realizado pelo Departamento é baseado em informações oficiais do Ministério da Economia, segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados do Caged, divulgados mensamente, levam em consideração apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui as ocupações informais.
Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD). Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.
Balanço do emprego formal no setor da indústria em geral no estado do Pará e em toda a Região Norte no mês de março de 2021
O balanço efetuado pelo Dieese sobre a flutuação do emprego formal no setor da indústria em geral no Pará, no mês de março de 2021, mostra saldo negativo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados. No período, foram feitas em todo o Pará, no setor, 3.180 admissões contra 3.216 desligamentos – perda de 36 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado (março de 2020), a indústria paraense também apresentou queda de empregos formais, maior que a verificada este ano. Foram feitas, em março de 2020, 2.953 admissões contra 3.567 desligamentos, com a perda de 614 postos de trabalhos (tabela 1).

Ainda segundo o estudo, no mês de março de 2021, no setor da indústria em geral, a maioria dos estados da Região Norte apresentou crescimento de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Tocantins, com a geração de 225 postos de trabalhos, seguido do Amazonas, com a geração de 144 postos de trabalhos. Também no mês de março de 2021, o destaque negativo ficou por conta de Rondônia, com a perda de 50 postos de trabalhos, seguido do Pará, com a perda de 36 postos de trabalhos.
Ainda de acordo com as analises do Dieese, no mês de março de 2021, foram feitas no setor da indústria em geral, em toda a Região Norte, 9.344 admissões contra 8.905 desligamentos, gerando um saldo positivo de 439 postos de trabalhos formais (tabela 2).

Balanço do emprego formal no setor da indústria em geral no estado do Pará e em toda a Região Norte no 1º trimestre de 2021 (janeiro a março)
O estudo do Dieese mostra ainda que no primeiro trimestre de 2021, no balanço comparativo entre admitidos e desligados, o setor da indústria em geral no Pará apresentou crescimento de empregos formais. Foram feitas no período analisado, no setor em todo o Pará, 9.877 admissões contra 9.317 desligamentos, com a geração de 560 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado (janeiro a março de 2020), a indústria paraense apresentou queda de empregos formais. Foram feitas, naquela oportunidade, no setor em todo o Pará, 9.085 admissões contra 9.407 desligamentos com a perda de 322 postos de trabalhos (tabela 3).

As análises do Dieese mostram ainda que, no primeiro trimestre de 2021, no setor da indústria em geral, todos os estados da Região Norte apresentaram crescimento de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Amazonas, com a geração de 1.806 postos de trabalhos; seguido do Tocantins, com a geração de 745 postos de trabalhos; Pará, com a geração de 560 postos de trabalhos; Rondônia, com a geração de 516 postos de trabalhos; Acre, com a geração de 330 postos de trabalhos; e do estado do Amapá, com a geração de 162 postos de trabalhos.
No primeiro trimestre deste ano foram feitas, no setor da indústria em geral, na Região Norte, 28.201 admissões contra 23.995 desligamentos, com a geração de 4.206 postos de trabalhos (tabela 4).

Balanço do emprego formal no setor da indústria em geral no Estado do Pará e em toda a Região Norte nos últimos 12 meses (abril de 2020 a maço de 2021)
Sobre a flutuação do emprego formal, no setor da indústria em geral no estado do Pará, o saldo é positivo para a geração de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados nos últimos 12 meses. Foram feitas, no período analisado, no setor da indústria em geral em todo o Pará, 39.955 admissões contra 33.585 desligamentos, com a geração de 6.370 postos de trabalhos.
Nos últimos 12 meses, no setor da indústria em geral, todos os estados da Região Norte apresentaram saldos positivos de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Pará, com a geração de 6.370 postos de trabalhos, seguido do Amazonas, com a geração de 4.839 postos de trabalhos; do Tocantins, com a geração de 1.090 postos de trabalhos; Rondônia, com a geração de 776 postos de trabalhos; Acre, com a geração de 444 postos de trabalhos; Roraima, com a geração de 316 postos de trabalhos; e do estado do Amapá, com a geração de 157 postos de trabalhos.
Nos últimos 12 meses, foram feitas, no setor da indústria em geral, em toda a Região Norte, 103.839 admissões contra 89.847 desligamentos, gerando um saldo positivo de 13.992 postos de trabalhos (tabela 5).

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