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Jader Barbalho incentiva criação de Museu do Ribeirinho

O local será construído no Portal da Amazônia a partir de tecnologia para construções em palafitas, que foi inclusive proposta pelo parlamentar paraense para ser incluída em programas de habitação do governo federal

quinta-feira, 06/05/2021, 13:23 - Atualizado em 06/05/2021, 13:24 - Autor: Luiza Mello


Imagem ilustrativa da notícia: Jader Barbalho incentiva criação de Museu do Ribeirinho
| Divulgação

O Pará vai ter seu primeiro Museu do Ribeirinho. A iniciativa inédita, além de homenagear essa população típica da região amazônica, vai apresentar uma nova tecnologia para construções em palafitas, um projeto tecnológico inédito, desenvolvido por uma empresa startup e instalada no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá. A proposta é construir moradias em palafitas com elevação hidráulica, pensando no período de cheia dos rios e reaproveitando material reciclado de polietileno.

Ao tomar conhecimento sobre essa nova proposta de construção, que é ecologicamente correta e sustentável, o senador Jader Barbalho (MDB) aderiu à proposta. O parlamentar encaminhou documentos e material referente ao projeto, criado pela startup Várzea Engenharia, para o então ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

No ofício encaminhado ao Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), o senador propõe a inclusão do projeto e do novo modelo de construção nos programas de habitação popular do governo federal, o antigo Minha Casa Minha Vida e o recém-criado, Casa Verde e Amarela.

 

Jader é autor do projeto de lei que inclui construções em palafitas no Minha Casa Minha Vida
Jader é autor do projeto de lei que inclui construções em palafitas no Minha Casa Minha Vida | Divulgação
 

Em 2019, o senador apresentou ao Senado um projeto de lei que propõe alterar a Lei nº 11.977, de 07 de julho de 2009, que criou o Programa Minha Casa, Minha Vida para incluir a construção de palafitas em áreas alagadiças no programa com prioridade de atendimento às famílias ribeirinhas. O PL 3481/2019 está sendo examinado pelo relator escolhido na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, senador Plínio Valério (PSDB-AM). “Não é justo que os ribeirinhos sejam privados de participar de programas habitacionais do governo federal. Infelizmente, são uma população esquecida e que necessita de amparo e inclusão diferenciada nos programas sociais. Na busca pela equidade de direitos de todos os brasileiros, é mais do que justo que eles sejam incluídos para participar de programas habitacionais do governo federal”, reforçou Jader Barbalho.

O parlamentar paraense lembra que o Minha Casa Minha Vida tem sido um dos principais programas de inclusão social do país e que tem como meta reduzir o déficit habitacional da população brasileira, “um dos problemas mais crônicos da atualidade”, reforça.

Entusiasta da proposta criada pela startup instalada no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, que criou o projeto inédito para moradias sob palafitas, o senador lembra que, ao adotar este tipo de construção, o governo federal passará também a estimular a cadeia de reciclagem do plástico.

O MUSEU

O projeto de construção do Museu do Ribeirinho será erguido pela empresa que criou a moradia que utiliza madeira biossintética, produzida a partir da reciclagem de polietileno, plástico usado largamente na indústria de embalagem. O material recebe um tratamento repelente, à base de andiroba, para afastar os mosquitos transmissores de doenças.

O Museu está sendo construído numa parceria entre as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia; da Biotec Amazônia e da FIEPA, no Portal da Amazônia, às margens do rio Guamá em área de várzea pertencente ao município de Belém.

A tecnologia da elevação hidráulica natural pode ser usada também na construção de creches, escolas, pontos de atendimento de saúde, instalações governamentais, escolas, bibliotecas, entre outras edificações nas áreas ribeirinhas. O projeto prevê ainda a instalação de fossa séptica e biológica com sistema de filtro natural, permitindo tratamento e potabilidade da água e captação de energia fotovoltaica solar por meio de placas instaladas na cobertura da construção. A proposta é que o Museu, além de possibilitar a exibição da vida do ribeirinho, mostre as dificuldades por eles vividas, seu modo de vida e sua cultura.

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