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EDUCAÇÃO

Mães vivem a dor e a delícia do ensino em casa na pandemia

A pandemia impôs desafios na educação de crianças com a necessidade das aulas em casa. Uma realidade desafiadora para as crianças, mas, principalmente, para os adultos, que precisam conciliar tarefas profissionais e a convivência familiar em um mesmo ambiente.

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Imagem ilustrativa da notícia Mães vivem a dor e a delícia do ensino em casa na pandemia camera Evelyn Cunha, que é mãe e professora, garante que a maternidade e a pedagogia são tarefas distintas. | Divulgação

O agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil tem demandado a volta das aulas exclusivamente on-line para muitas crianças. Nesta semana, o chamado homeschooling (quando os pais/responsáveis assumem o ensino das crianças, sem o auxílio de professores) foi tema de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

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Uma realidade desafiadora para as crianças, mas, principalmente, para os adultos, que precisam conciliar tarefas profissionais e a convivência familiar em um mesmo ambiente. Mas, será que é preciso (e possível) assumir o papel de professor em casa, para que as crianças não tenham o rendimento escolar prejudicado? Evelyn Cunha, que é mãe e professora, garante que a maternidade e a pedagogia são tarefas distintas.

Evelyn é professora no segundo ano do Ensino Fundamental I e mãe de uma criança que estuda no terceiro ano. Segundo ela, conciliar a rotina de estudos da filha com o próprio trabalho como professora não é fácil, mas está sendo possível graças à disciplina que as duas mantêm.

“No início da pandemia, minha atividade no Physics ficou mais intensa. Mesmo em home office, estávamos em processo de adaptação, então era muita novidade, e ela [a filha] sentiu um pouco a mudança. Depois ela foi se adaptando, e eu também”, avalia.

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Dentre as metodologias utilizadas em casa, a mãe/professora diz que procurou manter os hábitos que a filha já seguia antes da pandemia: de segunda a sexta, aulas pela manhã e tarefas de casa durante à tarde para revisar o conteúdo. Sábados e domingos, por outro lado, são rigorosamente dedicados ao descanso e ao lazer. Evelyn deixa os finais de semana livres das atividades escolares, para que a rotina em família não seja prejudicada.

Depois de um ano em meio às incertezas da pandemia, Evelyn garante que estabelecer horários e tentar segui-los, pelo menos durante a semana, já é um bom caminho para manter os estudos em dia.

“Os pais não precisam ser professores dos filhos. Mas se disponibilizar para ajudar a manter uma rotina não muito longe do que tínhamos antes da pandemia é fundamental”, considera a professora/mãe.

A história de Evelyn Cunha se assemelha à de outras mães, pais, tios, avós... responsáveis por auxiliar na formação de uma criança. Neste momento, a ausência física dos professores tem sido desafiadora, mas não deve ser um peso a mais para os adultos em casa.

"O ambiente escolar é fundamental e insubstituível, e a pandemia pode ser uma oportunidade para reconhecermos que ninguém estava preparado para assumir tantos papéis de uma hora pra outra. Até tudo isso passar, vamos fazer o que estiver ao nosso alcance", aconselha Evelyn.

Vale lembrar que atualmente, existem 15 projetos de lei em tramitação no Congresso para aprovar a educação domiciliar no Brasil.

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