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Tenha a internet como aliada para conquistar seu emprego

Ferramentas como o LinkedIn, Facebook e Google podem fazer aumentar as chances do profissional obter um emprego, mas também é preciso tomar cuidado com o que se posta nas redes sociais

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Imagem ilustrativa da notícia Tenha a internet como aliada para conquistar seu emprego camera Mário Camarão afirma que as redes sociais potencializam as oportunidades de trabalho | Divulgação

As redes sociais são também meios para a divulgação de oportunidades de emprego. Usadas como ferramenta profissional elas permitem acesso ao currículo de usuários na seleção de vagas em grandes empresas e instituições. LinkedIn e até mesmo o Facebook, que atualizou sua plataforma e agora dispõe de uma área específica de emprego, são algumas das ferramentas que movimentam o mercado de trabalho.

Para o doutorando em comunicação social e cibercultura pela Universidade do Minho, em Portugal, Mário Camarão, as redes potencializam as oportunidades de trabalho e facilitam a comunicação entre o mercado e as pessoas. “Antigamente buscavam-se vagas em classificados e até mesmo em postes pela cidade se viam cartazes com vagas de empregos. Atualmente, de certo modo, as redes sociais também têm o papel de divulgação de vagas, além da função de buscar e de acompanhar o profissional através delas, pois quando o candidato se submete a uma vaga, na maior parte das vezes, seu perfil é observado, seu comportamento nas redes é visualizado e isso acaba sendo relevante no momento da contratação”, diz. Por isso, é essencial estar sempre atento ao que se posta e como se expõe nas redes sociais. “É fundamental ter esses cuidados quando se está vislumbrando uma vaga”.

No mundo digital existe uma variedade de plataformas profissionais e o LinkedIn surge como uma das principais. Embora em Belém, especificamente, não tenha ainda a mesma força em relação à forma como é utilizado no Sul e no Sudeste do país, já existe um movimento em ascensão. “Há um engajamento grande de usuários que passam a criar seu perfil na rede, que atualizam suas informações, fazem postagens e expõem suas competências e habilidades. Porém, não vejo por parte das empresas ainda, recorrer à rede para contratação. O movimento ainda não é muito forte, mas tende a crescer, pois há informações ricas e detalhadas que inclusive dão uma melhor visualização do profissional”, avalia.

O Facebook, por sua vez, apesar de ser uma rede de relacionamentos, há algum tempo atualizou sua plataforma adicionando um espaço para empregos, na qual há possibilidade de se criar um currículo virtual. O grande diferencial entre a rede e o LinkedIn é que aquele possui uma abrangência maior. “O LinkedIn ainda tem um nicho segmentado e não vejo ainda esta plataforma sendo muito utilizada por profissionais cujos cargos são mais populares ou por pessoas que não dominam a ferramenta e seus critérios de usabilidade. Não é tão fácil e intuitivo como as redes de relacionamento, pois tem suas diferenciações e limitações. A própria linguagem para operacionalizar a plataforma é um pouco excludente, com alguns termos em inglês. O Facebook já é mais popular e com acesso facilitado para pessoas independentemente da profissão. Há uma democratização maior no uso da ferramenta profissional para cargos de várias performances”, explica Camarão.

Redes sociais devem ser usadas com cautela

Apesar de muitas plataformas estarem em crescimento, a cada dia surgem redes específicas, muitas vezes, próprias das empresas recrutadoras. “Algumas instituições mantêm em seus sites espaços destinados para inclusão de currículo ou para a comunicação de banco de dados. A pessoa se inscreve e participa de uma rede, de minicursos, faz contatos com quem se cadastrou, dentre outros”, comenta o doutorando. Até mesmo o Google iniciou um processo de recrutamento, que permite ao usuário descobrir vagas disponíveis ao realizar uma busca. “Se o usuário digitar, por exemplo, auxiliar administrativo em Belém, o Google vai buscar as vagas. A primeira informação no resultado da busca são as vagas em portais e sites de Recursos Humanos sobre determinada profissão e localidade”, completa o diretor de Recursos Humanos da Trainee RH, Thallys Ferreira.

Neste sentido, ao usar as redes sociais, mesmo que ela não seja especificamente profissional, cabe ao usuário analisar sempre o conteúdo que esteja postando e, até mesmo, fazer uso de opções de privacidade somente para determinados grupos de amigos. “Pode-se fazer uso de filtros para publicações que o usuário deseje que apenas os amigos vejam. Isso é válido para que, futuramente, não atrapalhe uma possível seleção. As redes sociais são uma realidade e vieram para ficar, por isso, sempre usá-las com cautela, uma vez que também estão servindo para fins profissionais”, destacou Ferreira.

Embora na região Norte ainda haja desafios em relação ao acesso à internet, a realidade é que muitas empresas têm feito uso cada vez mais intenso das redes sociais para divulgar oportunidades de emprego, o que exige do candidato maior compreensão deste cenário. “Por questões culturais, alguns candidatos ainda sentem que só estão concorrendo a uma vaga quando entregam um currículo impresso, por exemplo. Mas diversas empresas já se adaptaram ao meio tecnológico e têm visto nas redes sociais uma forma de divulgar vagas, de acompanhar o candidato e de dar continuidade ao processo de seleção através dos meios digitais”, diz o diretor.

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