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Hipertensão: saiba quais fatores de risco e como evitá-los

Obesidade, sedentarismo e a genética são alguns dos principais fatores para o desenvolvimento da hipertensão arterial

sexta-feira, 14/05/2021, 15:10 - Atualizado em 14/05/2021, 16:56 - Autor: Cintia Magno/Diário do Pará


Quadros de hipertensão são mais frequentes em mulheres após os 60 anos
Quadros de hipertensão são mais frequentes em mulheres após os 60 anos | Reprodução

Ainda que a genética tenha influência no desenvolvimento da hipertensão arterial, alguns fatores de risco podem influenciar o desenvolvimento da doença e ainda o agravamento do quadro, no caso de pacientes já diagnosticados. Em alguns casos, tais fatores podem ser controlados pela própria população, através de mudanças no estilo de vida.

Hipertensão: doença silenciosa que deve ser tratada

Para entender as condições que influenciam a enfermidade é preciso considerar que existem, basicamente, dois tipos de fatores de risco para a hipertensão, os modificáveis e os não modificáveis. A médica cardiologista do Hapvida, Aline Guimarães, explica que os riscos não modificáveis podem ser identificados como o fator genético, que é determinante para a hipertensão.

“Ele, geralmente, pode influenciar nos níveis de pressão até aproximadamente 30% a 50%, mas não é tão importante, não influencia tanto como a alimentação, prática de atividades físicas, obesidade e sedentarismo”.

 

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Cardiologista Aline Guimarães, da Hapvida. Foto: Divulgação

Outro fator que é não modificável é a idade. Com o envelhecimento, principalmente a hipertensão sistólica, que é a máxima, acaba se tornando um problema mais significativo, já que as artérias vão ganhando um enrijecimento progressivo com a idade, perdendo a capacidade de dilatar e de contrair.

“Aproximadamente, a partir dos 60 anos, mais de 50% da população vai acabar sendo hipertensa. Esse fator também não temos como modificar”, reforça a médica. “Existem outros que são o sexo, por exemplo. Nos mais jovens, os homens têm maior tendência a ser hipertensos. Depois dos 60 anos, a pressão arterial é mais comum, mais frequente nas mulheres. Que também é um fator não modificável”.

Obesidade tem relação direta com a hipertensão

Já entre os fatores modificáveis, um significativo é a obesidade. A cardiologista Aline Guimarães destaca que a obesidade parece ter uma relação direta com a hipertensão: quanto mais obesa a pessoa é, mais tendência ela tem a ser hipertensa. Tal fator pode ser atenuado, dentre outras medidas, pela manutenção de uma alimentação mais saudável. No caso da hipertensão, a alimentação também está relacionada ao controle da ingestão de sódio.

“De todos esses fatores, entre os não modificáveis e os modificáveis, a ingestão de sódio é a mais importante para a hipertensão. Diminuir a ingestão de sódio ajuda muito no controle da pressão e na prevenção à hipertensão também”, aponta a médica. “A recomendação da ingesta é de menos de 5 gramas de sal por dia”.

Outro fator modificável que também é muito importante é o sedentarismo, que também tem uma relação direta com a hipertensão. A pessoa sendo sedentária tem maior chance de ser hipertensa.

“A recomendação para evitar o sedentarismo, não só para a hipertensão, mas para todas as doenças cardiovasculares, é de 150 minutos de atividade física moderada por semana, ou 75 minutos no caso de atividades físicas vigorosas, mais intensas”, aponta Aline, ao destacar que a busca pelo combate ao sedentarismo precisa ser mantida mesmo na situação atual com o coronavírus, em que as pessoas têm passado mais tempo dentro de casa.

“Nesse momento da pandemia, muitos professores de educação física estão orientando atividades físicas online, às vezes até de forma gratuita, dando muitas dicas do que usar para fazer atividade física dentro de casa. A caminhada. Se a pessoa caminhar com máscara e mantendo a distância mínima de 1,5 metro de outras pessoas, seja no condomínio, na praça, ou em uma via pública, é outra atividade física que pode ser feita mesmo agora nesse momento da pandemia”.

 

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