A sexta-feira (28) amanheceu e o que se viu na Região Metropolitana de Belém, mais uma vez, foram paradas de ônibus abarrotadas com pessoas em busca, principalmente, de uma forma para conseguirem chegar ao trabalho.
A paralisação de cerca de 10 mil trabalhadores do setor rodoviário segue mantida durante essa sexta-feira (28), após uma reunião sem desfecho positivo entre sindicato dos rodoviários e a entidade que representa os empresários do transporte público, realizada ontem.
Após duas horas de reunião para mediação do possível acordo entre os sindicatos de rodoviários e de empresas de transportes, e sem consenso, foi decidida a suspensão da audiência.
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De um lado, os trabalhadores exigem um reajuste salarial congelado desde 2019, reajuste do ticket alimentação e mais segurança no trabalho, principalmente em época de pandemia. Do outro, os empresários alegam a impossibilidade de atender ao pedido, pois o setor está em crise também devido ao período difícil.
“Foram irredutíveis. Não querem conceder também o aumento porque dizem estar no prejuízo”, explica o presidente do Sindicato. "Infelizmente somos contra a greve. Principalmente para a população que é prejudicada. Nós tentamos negociar até o final, pelo menos que saíssemos do zero, para que pudéssemos discutir ou adiar a paralisação, mas não foi possível. Eles (a patronal) decidiram uma posição e não saíram dela", lamenta Altair Brandão, presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Por enquanto, tudo segue paralisado. A greve continua, mas a maioria dos trabalhadores que necessitam chegar ao trabalho continuam nas paradas, a espera de algum transporte alternativo irregular, que os possa levar ao destino.
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