Cerca de 10 mil trabalhadores do setor rodoviário de Belém, Ananindeua e Marituba seguem em greve. A categoria pede reposições de perdas salariais e exige pagamento de tíquete alimentação e repasses para a clínica que realiza atendimentos médicos aos rodoviários e familiares.
Em meio a tentativas de acabar com o dissídio, representantes dos sindicatos de rodoviários e de empresas de transporte farão uma nova rodada de negociações, a partir das 13h desta sexta-feira (28).
Greve dos rodoviários: entenda as exigências da categoria
Grande Belém amanhece com paradas lotadas e sem ônibus
O encontro será realizado de forma on-line, sob a coordenação do juiz do Trabalho Antônio Oldemar Coelhos. Haverá participação de representante do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do economista Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel), há 570 ônibus em circulação na Grande Belém — informação repassada pela assessoria de comunicação do sindicato ao DOL por volta do meio-dia.
Ônibus voltam às ruas e reunião determina quantidade mínima
Justiça determina circulação de 80% da frota durante greve
Também por meio de sua assessoria, o Sindicato dos Rodoviários de Belém informou que já recebeu a notificação do TRT8, que determinou que 80% da frota permaneça em circulação, sob pena de multa diária de R$ 150 mil. Às 17h, haverá nova assembleia geral, reunindo rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba. Nessa reunião, a categoria vai debater sobre a continuidade ou término da greve.
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