Ônibus estacionados nas garagens, enquanto milhares permanecem nas paradas na tentativa de garantir a chegada ao seu destino. Cenas como essas são o reflexo da greve dos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba que iniciou ontem (27).
Greve evidencia lotação e desconforto no transporte da RMB
Após a Assembleia Geral realizada na noite desta sexta-feira (28), rodoviários e patronal chegaram a um acordo decretaram o fim da greve na Grande Belém.
Foi feita uma proposta pelos rodoviários abrindo mão do reajuste salarial do ano passado, mas mantendo o ano atual, o que representaria 7,5%. A ideia, entretanto, foi recusada sob a justificativa de que não seria possível garantir o pagamento.
Em uma nova rodada de negociações, chegou-se à seguinte solicitação: pagar 1% de reajuste no mês de setembro e 1,5% no mês de novembro, reservando para o mês de dezembro desse ano uma reunião com a patronal para dar seguimento às discussões do reajuste.
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Os empresários decidiram apresentar uma contraproposta. Ao invés de pagar os valores em meses separados, optaram por garantir os 2,5% de reajuste e o ticket a partir do mês de outubro. Também serão compensados os dias parados em folga em dois feriados, recebendo como dia trabalhado.
No mês de dezembro, fica reservado para retomar as discussões sobre a perda da última data-base 2020/2021, que foi de 7,59%, com efeito retroativo a 1º de maio desse ano.
O plano foi enviado aos rodoviários, que aceitaram a proposição.

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