O mês junino começou e junto com ele a busca por artigos temáticos no centro comercial de Belém. Nesta sexta-feira (4), o movimento dos consumidores foi intenso entre uma loja ou outra já ornamentadas com balões, bandeirinhas e músicas juninas ou em barracas de vendedores ambulantes que ofereciam itens como tamancos infantis, tiaras, patchouly e chapéu de palha. Nas lojas de tecidos, os de chita ou os xadrez compunham o colorido local, e nos estabelecimentos de confecção, os manequins atraiam a atenção dos clientes em busca de novidades de roupas para a época.
Em uma loja de tecidos na Rua 13 de maio, o proprietário Keytson Silva destacou que as expectativas de venda são grandes, já que as pessoas mudaram os formatos de festa, mesmo em um cenário pandêmico. “Em relação ao último trimestre, a expectativa de crescimento de vendas é em torno de 20% a 30%. As festas juninas serão mais em família, já que muitos pais e avós estão vacinados e isso dá força neste período para que as vendas aumentem. O cliente quer deixar a casa alegre e decorada para comemorar o São João”. Ainda de acordo com o proprietário, os consumidores já entram na loja para comprar. “Já passou o período de pesquisa e quando eles vêm já é para levar algo”, ressalta.
Além das vendas, cerca de 40% dos tecidos que já estavam em estoque na loja também devem sair, acredita Keytson. “Também fizemos mais pedidos estampados, pois são bastante procurados para decorar mesas e o ambiente empresarial, e tecidos para uso pessoal, para a confecção de macacões, vestidos e camisetas. O consumidor quer renovar suas roupas então foi necessário fazer os pedidos”. A demanda de clientes, segundo ele, aumenta muito mais aos sábados e às segundas-feiras.
Com o auxílio de uma funcionária da loja, a costureira Josy Oliveira, 43 anos, escolhia alguns tecidos para a confecção de roupas juninas, sobretudo o xadrez. Segundo ela, a quantidade de pedidos recebidos deve aumentar em 60% a renda este mês. “Recebi bastante pedidos para fazer vestidos de quadrilha e a cada dia a demanda aumenta. Por isso, resolvi comprar logo os materiais para a iniciar a produção. Já venho com um dinheiro de entrada, que peço para as clientes, que é de 30% em cima do valor total da roupa que vou costurar. Com este dinheiro compro o material de costura”, contou.
CONFEITARIA
Este ano, além dos tradicionais artigos de decoração como balões, chapéus e bandeirinhas, os itens de confeitaria também entraram para a lista de compras, segundo o gerente de uma loja de artigos para festas em geral, Clenilson Farias. “Estamos vindo de um período ruim para o setor, com lockdown por causa da pandemia e algumas restrições, e com isso as vendas ficaram oscilando, já que o nosso ramo é de festas e as pessoas pouco estavam realizando. Mas vimos que a parte de confeitaria alavancou. Neste momento, portanto, confeitaria e artigos para São João são os que têm crescido bastante”, diz ele. No final de maio para início de junho, ele conta que observou o aumento nas vendas e o salão da loja muito mais lotado às sextas e às segundas-feiras.
Apesar de não ter produtos em estoque este ano, o que está à venda nas gôndolas da loja não fica parado, segundo o gerente. A imprevisibilidade da pandemia fez com que optassem por realizar pedidos conforme a demanda. “Tudo ainda é incerto e resolvemos não deixar nada em estoque. Estamos fazendo pedidos de acordo com a demanda e de forma que os itens cheguem e já saiam logo, para que a mercadoria gire. Também contamos com o apoio das vendedoras, que atuam como consultoras dos clientes e ouvem o que eles querem. Isso cria um sincronismo para que possamos saber o que o consumidor precisa e consequentemente favoreça
as vendas”, esclarece.
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