A morte da executiva Sandra Xavier, em Altamira, no sudoeste paraense, ganhou um novo desdobramento.
A filha da vítima, Maria Luiza Xavier, de apenas 17 anos, afirma que a mãe pode não ter morrido por infarto, mas sim ter sido assassinada pelo próprio marido, Azemar Júnior.
De acordo com informações do portal A Voz do Xingu, a Justiça autorizou a exumação do cadáver de Sandra Xavier. A vítima foi encontrada morta em sua residência, no dia 25 de janeiro deste ano. A exumação está marcada para o dia 16 de julho e atende a um pedido da Polícia Civil de Altamira.
O Juiz Jessinei Gonçalves de Souza autorizou, no último dia 25 de junho, que fosse feita a exumação do cadáver. “Por tudo que foi exposto, defiro a representação e determino a exumação do cadáver de Sandra Luíza Xavier”, diz a sentença do Juiz.
Sandra tinha 47 anos e teve sua causa morte atestada como decorrência de um infarto agudo de miocárdio. Desde o início de fevereiro foi levantada a hipótese de um suposto assassinato da consultora.
Em entrevista ao Portal A Voz do Xingu, no dia 20 de março, a advogada Cássia Pantoja, que defende Azemar Júnior, que era marido de Sandra, diz não ter medo a exumação do corpo.
ENTENDA O CASO
A filha de Sandra, Maria Luíza, relata que várias testemunhas a procuraram para dizer que o padrasto da adolescente pode estar envolvido na morte. Horas antes da morte de Sandra, a vítima teve uma intensa discussão com o marido, Azemar, em um restaurante da cidade.
Maria Luiza, que estava em Belém quando ocorreu a situação, contou em vídeo que o padrasto agredia Sandra constantemente, inclusive, quebrando partes do corpo em algumas discussões.
Ela afirma que quando chegou a Altamira, o padrasto apresentou comportamento suspeito, impedindo-a de acessar o computador da mãe. Também houve uma briga entre os dois neste período.
A filha de Sandra diz ainda que testemunhas contaram que a mãe falou para todos no restaurante, horas antes de morrer, que a vida dela era uma farsa.
Na mesma briga, Azemar teria jogado o celular da vítima no rio. Maria Luiza pediu ás testemunhas que falassem o que realmente aconteceu, mas todas, por medo de Azemar, preferiram ficar em silêncio.
Maria Luiza diz que pediu a exumação do corpo à Polícia Civil e aguarda retorno. Ela suspeita que a mãe possa ter sido envenenada.
Veja o relato de Maria Luiza e os prints de testemunhas que lhe procuraram:
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar