A expectativa de circulação de passageiros no aeroporto Internacional de Val-de-cans, durante as férias de julho, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), é de até 150% acima do mesmo período do ano passado. A alavancada no número de pousos e decolagens se deu por conta da redução de assentos em função da pandemia da Covid-19 durante boa parte dos meses de 2020. Dessa vez, porém, com a redução das restrições e a atualização do bandeiramento em três regiões do Estado, do amarelo para o verde, muita gente aproveitou para viajar com tranquilidade.
Em julho do ano passado, o Aeroporto Internacional de Belém realizou 434 pousos e 438 decolagens, com 872 operações, que movimentaram 110.687 passageiros. Na época, o Pará atravessava severas medidas restritivas. Já a estimativa para este mês, segundo a Infraero, é de uma atividade com 2.183 pousos e decolagens, além do transporte de 275.336 passageiros. O aumento, nos dois casos, é de 144% e 149%, respectivamente. A demanda de julho também é a maior do ano. Nos seis primeiros meses de 2021, foram registrados mensalmente, entre voos e decolagens, 2.086 (jan), 1.533 (fev), 1.526 (mar), 1.029 (abr), 1.327 (mai) e 1.537 (jun).
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Assim, moradores e turistas direcionados aos municípios das regiões Metropolitana de Belém I e II, Marajó Oriental, Baixo Tocantins e Nordeste podem viajar com maior facilidade.
Pelos corredores do aeroporto, o movimento de passageiros durante a tarde de ontem foi visivelmente acima do normal. O casal formado Antônio Moreira, 65, e Célia de Lima, 55, aproveita o período para fazer cumprir duas agendas distintas: visitar o neto, que mora em outro Estado, e cuidar da saúde. “Eu tenho observado esse aumento desde o começo do mês. Não sei bem se é por causa do bandeiramento, mas as pessoas estão viajando bastante e eu não me sinto muito seguro com isso. Veja o exemplo do que aconteceu no final de semana passado”, recorda, em relação à baixa procura pela vacina nos postos de saúde, em contraste com a multidão nas praias.
CAUTELA
A esposa completa. “Nós já tomamos as duas doses da vacina, por isso vamos viajar, mas dá um pouco de insegurança. Vejo muita gente aqui. Será que essas pessoas se vacinaram ou estão se protegendo? Porque nas praias é nítido que não há todo esse cuidado, caso contrário elas não estariam tão lotadas. Penso que as medidas estão melhorando devido a vacinação, mas ainda não permitem que todo mundo vá para todos os lugares, aglomere e corram risco de contaminação”, conclui.
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