O avanço da vacinação tem dado um novo fôlego para o setor comercial de Belém. Nas lojas de bairros, mesmo sem apresentar números concretos, vendedores e gerentes alegam ter encerrado o primeiro semestre de 2021 com um balanço bem melhor que o alcançado no mesmo período do ano passado. As que trabalham com confecções, por exemplo, já até começaram a contratar novos funcionários. Mas ainda há um receio em relação a uma possível terceira onda de covid-19.
“Se isto vier a acontecer, vai ser difícil manter a empresa e o risco de quebrar (falir) será muito grande. Estamos nos recuperando a passos lentos. A velocidade dessa melhora depende da aceleração da vacinação”, destacou Vinicius Leite, 37 anos, que tem um armarinho no bairro da Pedreira. O melhor mês para o negócio dele foi em junho, com as festas juninas.
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O empresário fechou o balanço das vendas entre janeiro e junho deste ano e comparou com os índices alcançados no primeiro semestre de 2020, quando a pandemia começou. “As minhas vendas aumentaram em 8% e mesmo sendo pouco é um alívio porque esse ano não precisei demitir ninguém, para vocês terem uma ideia. As vendas melhoraram, mas ainda não estão dentro do ideal para termos estabilidade nos negócios”, disse. Vinicius não tem dúvidas da relação entre vacinas e recuperação do comércio. “A maioria dos meus clientes são pessoas de mais idade. Com a vacinação, muitos deles voltaram a aparecer aqui na loja depois de tomarem as duas doses”, completou.

JULHO
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo aumentaram 1,4% no mês de maio de 2021. Esse aumento é na comparação com o mês anterior, abril, que já tinha aumentado em 4,9% no volume de vendas. As lojas de tecidos, vestuários e roupas foram as que apresentaram maior crescimento de vendas, segundo o IBGE. Este segmento alcançou aumento de 16,8% no volume de vendas.
A lojista Bianca Amorim, 28, confirma os índices apresentados pela pesquisa do IBGE. Ela tem comemorado, inclusive, a melhoria nas vendas neste mês de julho, quando as pessoas estão mais preocupadas em viajar para as praias e balneários do interior. “No ano passado, tivemos que demitir cinco funcionários da loja no primeiro semestre. Este ano, até junho já tínhamos contratado dois trabalhadores – inclusive os mesmos que foram demitidos ano passado”, disse. “As vendas têm melhorado e estamos otimistas com o Dia dos Pais”, projetou.
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