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BENEFÍCIOS

Programas garantem renda e autonomia financeira às mulheres

Por meio do projeto Donas de Si, a Prefeitura de Belém atende mulheres que recebem a renda cidadã para que elas possam se tornar empreendedoras e garantir o próprio sustento, ainda mais diante da pandemia

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Imagem ilustrativa da notícia Programas garantem renda e autonomia financeira às mulheres camera Mauro Ângelo

A oportunidade da independência financeira chegou para as 100 mulheres beneficiadas pelo programa de formação e capacitação profissional Donas de Si, do Banco do Povo, órgão da Prefeitura de Belém. As contempladas fazem parte do programa de renda cidadã Bora Belém, uma cooperação entre Governo do Pará e a administração municipal.

Segundo a coordenadora do banco, Georgina Galvão, a missão da instituição é apoiar as iniciativas da sociedade, sobretudo em um cenário de desemprego agravado pela pandemia. “Apoiamos as mulheres através da capacitação, através do crédito, ou de capacitação e crédito. E o Donas de Si é um grande programa de capacitação que visa a autonomia das mulheres, principalmente porque a maioria dos lares atualmente são sustentados por elas”, explica.

Programas garantem renda e autonomia financeira às mulheres
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Ainda segundo Georgina, o Banco do Povo administra o Fundo Ver-o-Sol, cujos recursos são transferidos ao município para que, através de programas, projetos e ações, a Prefeitura apoie iniciativas de empreendedorismo econômico e de busca de autonomia financeira das pessoas. Entretanto, para poder administrar os recursos destinados ao munícipe, MEI ou grupo cooperado é necessário passar por um processo de capacitação. “Neste sentido, escolhemos um programa com uma forte afirmação feminina, mas que será ampliado para pessoas trans, população LGBTQIA+,dentre outros”, adianta.

PARCERIAS

O Donas de Si iniciou com as mulheres do Bora Belém, que recebem auxílio mensal e que podem, de alguma forma, aumentar a renda para sobreviver. “Nesse tempo em que elas estão recebendo o benefício, entramos com o programa, capacitando e preparando para o empreendedorismo individual ou coletivo, contudo, fica a critério da beneficiada optar em participar do programa”, esclarece Georgina. O programa começou com quatro turmas com o curso de “Processamento de frutas e produção de geleias, compotas e doces” em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), no qual as mulheres aprendem a manipulação de licores, doces, geleias, compotas, catchup, balas, dentre outros.

As aulas ocorrem em uma carreta de 40 metros estacionada em pontos estratégicos dos bairros onde o curso acontece. “A primeira turma foi no Bengui e a carreta estacionou dentro da República de Emaús. As mulheres ficaram no local por duas semanas, com 22 pessoas em cada turma no período da manhã e da tarde”. Na segunda-feira, 12 de julho, as aulas foram iniciadas no bairro do Tapanã, com a carreta estacionada na igreja Jesus Samaritano.

Após o curso, as beneficiadas entrarão em uma nova etapa do programa, que é de preparação para o empreendimento, no qual aprenderão a dimensionar custos de materiais e precificar produtos. “Não trabalhamos de forma separada e apoiamos as beneficiadas em todo o processo. Nesta segunda etapa uma equipe da Secretaria de Economia já verifica possíveis pontos ou boxes de comercialização em feiras e mercados”, complementa Georgina. Futuramente, o programa busca avançar para outros bairros da capital paraense utilizando equipamentos públicos como escolas, adaptadas com cozinhas, já que, a ideia, junto ao SENAI, é fazer um curso profissionalizante de panificação e confeitaria, mas que exigirá uma seleção mais rigorosa para que não haja desperdício de vagas. “Também estamos conversando com o setor de confecções da economia solidária para iniciar um curso de moda e um de estética para mulheres e o público LGBTQIA+, que atuam bastante em salões e centro de estética”, adianta a coordenadora.

O Donas de Si tem levado além de capacitação e aprendizagem, a esperança de uma vida melhor para as mulheres que aderiram ao programa. “Muitas estavam em estado de depressão, não sabiam o que fazer da vida e agora enxergam no curso uma possibilidade de melhorar de vida e aumentar a renda. Sentimos este forte apelo da sociedade e surgiu uma demanda muito grande de pessoas interessadas. Existe a necessidade de uma ocupação, de se colocar no mercado e de encontrar apoio para isso”, ressalta Georgina.

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