A pandemia da Covid-19 trouxe uma crise sem tamanho para os estados brasileiros, acelerando também o aumento da pobreza no país. E uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) detalha bem essa situação, mostrando não apenas as regiões que concentram um alto índice de pobreza, como os estados que não apresentaram nenhuma expansão do tipo.
O estudo é do pesquisador da FGV Ibre e economista Daniel Duque que mostra que o percentual da população pobre aumentou em 24 das 27 unidades federativas entre o primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021. Em São Paulo, a parcela da população pobre subiu de 13,8% em 2019 para 19,7% em 2021. No Rio de Janeiro, ultrapassou o quinto da população, saltando de 16,9% para 23,8%.
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“A pobreza aumentou na maioria dos Estados e teve altas bastante elevadas em grandes centros urbanos, no Sudeste e no Nordeste. As economias dos centros urbanos são muito focadas em serviços, como alimentação, alojamento e entretenimento, que foram mais atingidos pelas características desta crise”, avalia o pesquisador.
O estado do Pará (45,9%), por outro lado, figura entre os três estados onde a pobreza não aumentou, ou seja, tinham participação acima de 30% dos pobres na população geral, sendo o primeiro o Acre (46,4%) e em terceiro o Tocantins (35,7%). Os cálculos foram feitos a partir de dados de renda da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e da Pnad Covid-19 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Importante ressaltar que foi considerada a classificação de pobreza do Banco Mundial, cuja renda per capita é de até US$5,50 por dia ou cerca de R$450 por mês, considerando também a taxa de câmbio pela paridade do poder de compra.
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