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Fórum Mundial de Bioeconomia realiza mesa redonda

A programação, que será realizada nesta quarta-feira (15), vai abordar o significado da bioeconomia para o Brasil e a Amazônia

terça-feira, 14/09/2021, 15:21 - Atualizado em 14/09/2021, 15:21 - Autor: Redação


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| Reprodução/Fórum Mundial de Bioeconomia

O Fórum Mundial da Bioeconomia 2021 será realizado em Belém, entre os dias 18 e 20 de outubro. Esta é a primeira vez que o evento ocorre fora de sua cidade de origem, Ruka, na Finlândia. Para dar início à programação,  nesta quarta-feira (15) será realizada uma mesa redonda online com especialistas e jornalistas para debater sobre "O que a bioeconomia significa para o Brasil e a Amazônia?". 

O evento contará com a participação de Jukka Kantola, fundador do Fórum; Mark Rushton, membro do Conselho Consultivo; José Mauro Ó de Almeida, Secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade; Ana Euler, Engenheira Florestal e Pesquisadora da EMBRAPA; Ana Toni, Diretora Executiva do Instituto Clima e Sociedade; Camille Bendahan Bemerguy, Diretora de Bioeconomia, mudanças climáticas e serviços ambientais da SEMAS; e Francisco Piyâko, chefe da Aldeia Apiwtxa, ex Secretário do Governo do Estado do Acre para os Povos Indígenas.

Entre as  questões que serão debatidas durante a mesa redonda estão: como planejar um modelo de economia do conhecimento da natureza que considere essa diversidade e incorpore as tecnologias sociais já desenvolvidas? Quais são os potenciais, os desafios e os limites desse modelo na região? Como dar escala à bioeconomia da Amazônia para melhorar as condições de vida dos 30 milhões de habitantes sem destruir a floresta? E se a economia verde e os incentivos econômicos internacionais pelo pagamento por serviços ambientais e por resultados na manutenção da floresta em pé tardar ou não se concretizar, existe plano B?

A mesa será moderada pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará, Mauro O´de Almeida. O encontro virtual contará com vozes e olhares de experts na Amazônia. O líder indígena Francisco Piyãko, do povo Ashaninka, trará a perspectiva dos povos e guardiões da floresta. E poderá explicar de que forma o conhecimento e a cosmovisão indígenas podem contribuir com o conhecimento científico para promover o desenvolvimento sustentável na região. 

A engenheira florestal Ana Euler, representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) trará o seu olhar sobre a riqueza da sociobiodiversidade amazônica e sobre a necessidade da organização social como base da bioeconomia, inclusive para a atração de investimentos de fundos internacionais para o clima. 

A economista Ana Toni, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, abordará os desafios, riscos e oportunidades envolvendo a transição para a bioeconomia da região, em especial diante da questão da mudança climática global.

 Já a economista Camille Bendahan Bemerguy, diretora de Mudanças Climáticas, Serviços Ambientais e Bioeconomia da secretaria de Meio Ambiente do Pará, vai mostrar como o estado que concentra altos índices de desmatamento, pobreza e desigualdade pretende, por meio do recém-lançado Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), reverter esse cenário, promovendo o desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono e regenerando as áreas degradadas.

A programação terá início às 10h, mas a sala estará aberta para acesso a partir de 9h30, através do hotsite do Fórum. O evento terá tradução simultânea para os participantes.

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