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VENCENDO A PANDEMIA

Pará: 81% das cidades não registram mortes por Covid-19

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública, somente 27 municípios paraenses registraram novos óbitos em decorrência da Covid-19 entre os dias 20 de agosto e 20 de setembro de 2021.

domingo, 26/09/2021, 08:01 - Atualizado em 26/09/2021, 12:03 - Autor: Pryscila Soares


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| Agência Brasil

Dos 144 municípios paraenses, somente 27 registraram novos óbitos em decorrência da Covid-19 entre os dias 20 de agosto e 20 de setembro de 2021. Isso significa que os demais municípios (117) não tiveram registros de óbitos. Pelos cálculos, em torno de 81% das cidades do Estado não houve registro de mortes por coronavírus no período de um mês. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Os municípios que registraram óbitos são: Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Baião, Barcarena, Belém, Benevides, Bragança, Breu Branco, Canaã dos Carajás, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Cumaru do Norte, Igarapé-Miri, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Parauapebas, Placas, Redenção, Rio Maria, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Santarém, São João de Pirabas, Tucuruí e Xinguara.

Na avaliação da infectologista Andréa Beltrão, o atual cenário da doença no Pará é bem tranquilo. Segundo a especialista, as mortes que estão ocorrendo são casos isolados de pessoas, sendo a maioria idosos com comorbidades, que têm mais a possibilidade de evoluir para casos graves.

“Voltamos ao cenário do início da pandemia, em que o paciente mais grave é o idoso, cheio de comorbidades, inclusive que fizeram a Coronavac em duas doses. Verificamos que alguns não formam o Igg, os anticorpos, para combater a doença. Pela idade avançada, não forma e tem a doença de moderada a grave”, explicou.

No Pará estão sendo aplicadas três tipos de vacinas: a Astrazeneca, Pfizer e Coronavac. Está prevista a aplicação de uma terceira dose para os idosos, como ocorreu em Belém. O objetivo é de que a imunização possa garantir a formação de anticorpos necessária para proteger esse público de novas contaminações pela Covid-19.

 

Andréa Beltrão destaca a importância da vacina para combater também as variantes.
Andréa Beltrão destaca a importância da vacina para combater também as variantes. | Divulgação
 

“Por enquanto, somente quem fez Coronavac e é idoso vai ter a terceira dose, por ter um poder de proteção menor do que as outras duas vacinas. Posteriormente, essa terceira dose pode se expandir a outros grupos. Ainda não temos a comprovação de que será eficaz, mas temos observado que os casos que agravaram são de idosos. É uma tentativa”, pontuou a médica.

À medida que vem diminuindo os números de casos e mortes pela doença, a vacinação de grande parte da população do Estado se mostra eficaz para também combater as variantes do coronavírus, entre elas a delta, conforme destacou a especialista. “A vacina protege contra as variantes, não é 100%, mas a pessoa vacinada pode não ter ou ter (a doença) leve, mesmo com as variantes. O cenário local é de que já temos bastante pessoas vacinadas. Mesmo assim é feito estímulo para vacinar mais pessoas”, comentou.

A infectologista faz ainda um alerta para as pessoas que ainda não se vacinaram: “As pessoas que não estão vacinadas ainda estão correndo risco, devido às novas variantes. E, além disso, podem transmitir coletivamente e causar em imunodeprimidos uma forma mais grave da doença”, informou.

“Acredito que enquanto não atingirmos até 70% da população vacinada, ainda é importante, manter as medidas, como usar máscara e evitar aglomerações. Acredito que dentro de dois meses a gente atinja esse percentual. Já observamos que a vacinação surtiu efeito. Mas o Brasil ainda registra mais de 400 mortes por dia devido à covid. Então, não dá para liberar completamente, porque a pandemia está em todos os locais”, ponderou.

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