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Dia das Crianças deve ter 10% de aumento nas vendas

Avanço da vacinação contra a covid e liberação do 13º aos servidores estaduais enchem lojistas de otimismo na capital. Pesquisa aponta que 72% dos brasileiros devem ir às compras

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Imagem ilustrativa da notícia Dia das Crianças deve ter 10% de aumento nas vendas camera Expectativa é de que os consumidores façam mais compras de presentes do que no ano passado | Wagner Almeida

Comerciantes do centro comercial de Belém estão otimistas com as vendas de brinquedos para o Dia das Crianças, embora a pandemia do novo coronavírus tenha gerado diversos impactos na economia desde 2020. De acordo com o presidente do Sindilojas (Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém), Joy Colares, o movimento deve aumentar em torno de 10% em relação ao que foi vendido no ano passado.

“O setor está muito esperançoso, uma vez que o Dia das Crianças é a primeira data que motiva as vendas do quarto trimestre do ano”, destacou. “Além disso, a expectativa vem em torno do avanço na vacinação, que tem provocado uma retomada lenta e gradual das atividades econômicas, o que faz com que as pessoas recuperem a sua renda e o seu poder de compra”, acrescentou.

Uma pesquisa divulgada ontem, 29, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais, reforça o otimismo do setor. O levantamento aponta que 72% dos brasileiros devem ir às compras para o Dia das Crianças. A expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,93 bilhões. Em média, os consumidores pretendem comprar 2,19 presentes e, no total, o consumidor deve desembolsar R$ 200 com os presentes.

O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores estaduais, que será pago a partir do dia 5 de outubro, também é mais um motivo para movimentar as vendas. “Esta foi uma notícia que nos pegou de surpresa porque, sem dúvida nenhuma, boa parte dessa renda poderá ser usada no Dia das Crianças, já que é uma data bastante apelativa, de cunho sentimental, na qual pais, avós, padrinhos e tios gostam de presentear os pequenos”.

O movimento no comércio deve ser intenso, sobretudo no final de semana do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, na avaliação de Colares. “O Dia das Crianças vai ser na terça-feira depois do Círio, então acredito que o final de semana da festividade, que vai coincidir com o pagamento do salário do mês das empresas e com o benefício do 13º, será uma boa aposta de data para as compras”.

Segundo a vendedora de uma loja de artigos importados, Iara Brabo, 29 anos, os consumidores já têm feito pesquisas de preço, principalmente aqueles que serão para doação. “Muitos vêm aqui com uma lista e pedem até um orçamento e estão comprando os que estão mais em conta financeiramente. Com exceção desses para doação, outros brinquedos mais procurados pelos clientes são robôs, bonecas e jogos de montar”. O estoque, segundo ela, foi renovado e está repleto de mercadorias.

“Nem vamos precisar comprar mais mercadoria, porque o que tem já dá para suprir a demanda que esperamos”, acrescentou. Buscando atender ao pedido da filha Ana Luiza, de 3 anos, a cirurgiã dentista Leidayana Cordeiro, 24, foi atrás de uma boneca que fala. A ideia é dar o presente para a criança antes da data comemorativa e outro presente no dia.

“Encontrei uma que canta e conversa, que emite frases. Acho que incentiva a conversar, a responder. Vou presenteá-la antes do Dia das Crianças porque estou há um tempinho longe dela e acho melhor dar logo. No dia eu dou outro presente também”. Ela conta que começou a pesquisar a boneca há poucos dias e percebeu que os preços estão onerosos. “Estamos ainda em uma pandemia, então tudo em geral aumentou”.

Atrás de um dinossauro para o filho de um sobrinho, a costureira Iranilda Paiva, 57 anos, disse que não pretende fazer pesquisa de preço em muitas lojas e já queria levar o brinquedo o quanto antes. “É a primeira vez que estou saindo para olhar, não estão muito baratos, mas a gente sabe que esses brinquedos são mais caros mesmo”. (com Redação)

Estoque

Em outra loja na rua João Alfredo, a gerente Jorlane Clisse, 38 anos, destacou que as vendas tendem a ser melhores do que em 2020 e, por isso, aumentaram consideravelmente o estoque de produtos. Acrescentou que no ano passado houve uma retração e que este ano estão com a expectativa de aumento em mais de 50%.

“Recebemos uma mercadoria muito acima desde o início de setembro e ainda temos mais para receber porque também vendemos no atacado. Temos uma carteira de clientes muito grande para abastecer, tanto em Belém quanto no interior do Estado”. Além disso, ela acredita que o 13º irá movimentar ainda mais o faturamento.

“Esta é a primeira data do trimestre que vai movimentar muito o comércio e esperamos fechar o ano com saldo bem positivo já vislumbrando também Black Friday e Natal”.

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