O encerramento da campanha de vacinação contra a Covid-19 na capital paraense está marcado para o próximo dia 12, o que tem deixado as pessoas mais alertas em relação a imunização. Porém, para o dia 13, a Prefeitura de Belém informou que a vacinação vai continuar. A imunização vai ocorrer de forma espontânea nas mais de salas de vacinação da Sesma.
A abertura do mutirão de vacinação para pessoas que ainda não haviam sido imunizadas com a primeira ou segunda dose das vacinas Pfizer, Astrazeneca ou Coronavac resultou em uma intensa procura e uma longa fila, que se formou antes das 9h no entorno da Igreja do Evangelho Quadrangular, no bairro do Guamá, na manhã desta sexta-feira (05), em Belém. Idosos, jovens, homens, mulheres e adolescentes passaram pelo local.
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Entre as pessoas que compareceram ao posto de vacinação do Guamá estava a dona de casa Thainá Lobo, 33 anos, que reside na Cremação. Ela perdeu a data marcada para fazer a segunda dose da Pfizer e aproveitou o mutirão para completar a imunização.
“Estava marcada para 27 de setembro. Mas quando vim tomar só tinha para idoso, remarcaram de novo e eu perdi a data. Tive covid logo no começo, mas bem moderada, eu e o meu filho mais velho. A gente já se vacinou, mas não pode relaxar por completo, porque tem pessoas que ainda não vacinaram. A gente faz pela gente e pensando no próximo. Dá um alívio, porque a pandemia diminuiu, mas tem que continuar se cuidando”, declarou.
UEPA
Já o autônomo Thiago Moreira, 23 anos, morador do Guamá, foi ao local receber a primeira dose do imunizante. O jovem não conseguiu ser imunizado no tempo certo por ter passado alguns meses em uma cidade do interior, cuidando de sua mãe que estava doente. “Cheguei ontem (anteontem). Minha esposa viu na TV que ia ter vacina para todos e eu vim. Ninguém em casa teve covid, graças a Deus. Agora vou poder entrar em locais que antes não podia sem a vacina e não vou perder a segunda dose. Volto dia 3 de dezembro”, disse.
Mesmo com o movimento registrado pela manhã, a vacinação transcorria tranquilamente no posto de vacinação no campus CCBS da Universidade do Estado do Pará (UEPA), no Marco. Moradora do Curió-Utinga, a autônoma Isis Corrêa, 31 anos, levou a filha Iris Corrêa, 12 anos, para juntas receberem a segunda dose da Pfizer.
“Perdi o prazo por esquecimento mesmo. Como abriram para todos vim junto com ela e bem cedo. Chegamos umas 7h30, porque imaginei que ia dar muita gente mesmo. Pegamos covid, mas foi bem leve, ano passado. A gente fica mais relaxado, podendo sair mais de casa. Antes ficava até com medo de me aproximar das pessoas. Vacinada a gente fica mais tranquila”, garantiu Isis.
Cerca de 300 mil ainda não se vacinaram em Belém
Cerca de 300 mil moradores de Belém ainda não se vacinaram contra a covid-19. A informação é da Prefeitura de Belém, que encerrará a campanha de vacinação contra o coronavírus no próximo dia 12 de novembro. Em coletiva, junto à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), a administração municipal informou também que 79% da população já recebeu as duas doses dos imunizantes, número próximo a real “imunidade de rebanho” a partir da vacinação, que seria de 75%.
Apesar de Belém ser a quinta capital brasileira com o menor número de faltosos da segunda dose do imunizante, com apenas 10% da população, a preocupação é com a variante delta, que possui maior transmissão e desenvolve sintomas graves da doença em pouco tempo.
Mesmo após a campanha, será possível procurar os imunizantes nos 50 postos das Unidades Básicas de Saúde do município, a partir de 13 de novembro, mas por demanda espontânea. Os mais de vinte pontos de vacinação extras utilizados durante a campanha “Belém Vacinada”, como Mangueirinho, Cassazum e UFPA, serão desmontados. “Queremos afirmar que manteremos o nosso alerta em relação a essa questão da pandemia. Não significa que vamos desmobilizar a nossa atenção em relação a população. Continuaremos dando toda a atenção possível”, disse o vice-prefeito Edilson Moura.
“Nós vamos deixar a estrutura que temos de salas de vacinação nas unidades básicas de saúde funcionando com as vacinas que nós temos hoje no dia a dia. Então, as pessoas vão poder se vacinar. Ainda temos um quantitativo significativo de pessoas que ainda não se vacinaram com a primeira dose”, declarou o diretor de Vigilância à Saúde, Cláudio Salgado.
MEDIDAS
A Sesma afirmou que ainda não pretende suspender as medidas restritivas de combate à doença e estima que daqui a dois meses fará uma nova avaliação para decidir sobre a flexibilização gradual das normas. “Nós não temos, em Belém, nenhuma expectativa de abolir o uso de máscaras, nem em ambientes abertos”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Maurício Bezerra.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), devido ao avanço da vacinação, a capital registrou redução de 97% de notificação de casos de covid-19 de janeiro a outubro deste ano, além da diminuição de 99% do número de óbitos registrados no mesmo período. Já em relação a ocupação de leitos clínicos, foi registrado queda de 89,9% em março para 9,1% em novembro de 2021. De acordo com a Sesma, Belém está há cerca de duas semanas sem ocupação de leitos de UTI.
Entre profissionais de saúde e idosos 118.118 pessoas já foram vacinados com a terceira dose, o que corresponde ao percentual de 40,9% do total de 288.459 pessoas que fizeram a segunda dose nestes grupos. Na semana de 8 a 12 de novembro, são esperados aproximadamente 100.000 idosos para serem vacinados com a terceira dose. Foram usadas, até o momento, três diferentes marcas de vacinas: 473.681 doses da AstraZeneca/Covishield, 495.415 doses da Butantan/Coronavac e 1.297.779 doses da Pfizer/Comirnaty.
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